Autor iporaense lança coleção de suas obras literárias

26/11/2017
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O box contém quatro obras de gêneros diversos

Pela Editora Machina, em formato de  14x21, com 464 páginas, sai a coleção de 4 obras do escritor iporaense Edival Lourenço, preisdente do União Brasileira de Escritores - Subseção de Goiás - e autor de vários prêmios. A coleção sai pelo custo de R$ 50,00.

O lançamento será nesta quinta-feira, 30 de novembro, 19h30, no salão D. Gercina Borges, Palácio das Esmeraldas. (Pça Cívica). A Coleção Edival Lourenço reúne a obra essencial de um dos escritores goianos mais premiados no cenário nacional. O box contém quatro obras de gêneros diversos – romance, contos, poesia e crônicas – que darão ao leitor um panorama completo da “escritura de invenção” e da profusão de temas que Edival Lourenço vem trabalhando há mais de 30 anos.

O autor fala das obras

“A Centopeia de Neon foi escrito no final da década de 80 do século passado. No arrojo de minha juventude. Um texto delirante e premonitório que, de certa forma, antecipa a sociedade cínica e complexa que vivemos. No enredo, até Deus é cínico. Cultiva a espécie humana apenas para colher suas almas e consumir como margarina na torrada. Em 1992, foi prêmio Hugo de Carvalho Ramos, Nacional de Romance do Paraná, finalista no Casa das Américas e na Bienal Nestlé.

“Os Carapinas do Sri Lanka é coletânea de minicontos em que usei de alguns critérios e restrições prévias para escrevê-los. Teriam que ser minúsculos, mas com uma força simbólica tal que cada conto pudesse ter o conteúdo de um romance inteiro. Só caberia ao leitor puxar as pontas embutidas nas entrelinhas. Teria ainda a restrição de contar com apenas 450 caracteres. Mas por que 450? Foi um capricho simbólico. 4+5+0=9. 9 é um número ritual desde a época de Homero. As nove musas nascem de Zeus, depois de 9 noites de amor. 9 é o número de nós do bambu taoista. 9 é o número símbolo da gestação, da obra bem feita e concluída.

“Pela Alvorada dos Nirvanas é o único poema longo que escrevi. O livro inteiro é constituído de um só poema. Foi fermentado durante anos, mas escrito em um só dia. De um só estalo. Depois vieram os ajustes de praxe. É um trabalho que busca retratar a minha geração que nasceu na roça, num ambiente de pedra polida tardia, e fez uma travessia impensável, para sobreviver no ambiente rarefeito da era tecnológica. Não se conhece na história nenhuma outra geração que tenha feito uma trajetória com tamanha alteridade.

“Animal Sinistro é uma coletânea de crônicas com um viés ensaístico, onde se apresentam ao leitor oportunidades de reflexão sobre o nosso modelo civilizatório e ocupacional do planeta. As dificuldades de mudanças e o risco iminente da autodizimação da espécie.

Sobre o autor

Edival Lourenço (1952) é escritor. Publicou livros de poesia, crônica e romance. A centopeia de neon recebeu o Prêmio Nacional de Romance do Estado do Paraná (1994). Em 2008, foi agraciado com a Comenda Jorge Amado, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, pelo conjunto da obra. Naqueles morros, depois da chuva (Hedra, 2011) ganhou o segundo lugar de romance do Prêmio Jabuti de 2012. Edival Lourenço é o escritor goiano mais premiado no cenário nacional, com uma obra densa e multifacetada, em que o diálogo com a tradição e a modernidade é permeado por sua dicção humorística peculiar.


 

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