Livro de Israelandense enfoca detalhes da História desta terra

31/12/2020
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Hyago entre a prefeita Miriã (patrocinadora) e a secretária de educação Arminda (incentivadora)

Hyago Ernane Gonçalves Squiave, de 25 anos, é mais um egresso da Universidade Estadual de Goiás (UEG) que se debruça em pesquisas, indo além dos anos de curso. Acaba de lançar o livro "RIO CLARO: a natureza que reúne o espaço mineiro do século XVIII à formação territorial de Israelândia – GO atual", escrito sob orientação do seu professor Dimas Moraes Peixinho.


Ele é israelandense, professor da rede estadual de ensino, e que se debruça sobre a pesquisa quanto a história de uma cidade que surgiu sob o impacto forte da mineração. O livro publicado pela Kelps teve apoio da Prefeitura Municipal de Israelândia, através da prefeita Miriã Dantas, também sensível ao trabalho do jovem filho da terra.


A prefeita afirma: "É um orgulho para todos nós, uma inspiração para as novas gerações, ver um jovem tão focado em pesquisar as transformações pelas quais passaram os povoados que nos antecederam. Esta obra estará sendo distribuída em bibliotecas de todo o Estado e por onde o livro for, levará a nossa história tão bem detalhada, também para outras cidades brasileiras e estrangeiras. Um marco para a educação do nosso município".


Fruto do seu empenho no mestrado em Geografia Humana pela Universidade Federal de Jataí - UFJ, Hyago Ernane Gonçalves Squiave , que agora é doutorando e pesquisador do Laboratório de Estudos Regionais da UFJ, reflete sobre a Geo-história de Goiás, destaca na obra a formação espacial e dinâmica do espaço goiano.


Arminda Almeida, Secretária de Educação em Israelândia, é outra vibrante com o trabalho do jovem autor e que afirma: "Hyago foi meu porta alianças, foi meu aluno e hoje não tenho palavras para dizer o tamanho do orgulho que sinto dele. Sabemos o quanto um pesquisador precisa se dedicar, de tudo que precisa abdicar para chegar num resultado fabuloso desses. Tenho plena convicção que muito ainda está por vir, porque este é só mais um dos projetos que o fará se destacar cada vez mais".


Relatando acontecimentos que nos fizeram chegar até aqui, Hyago, também Membro da Rede de Pesquisas sobre Regiões Agrícolas (REAGRI), destaca características próprias da Princesinha do Oeste Goiano. "Voltar para minha cidade natal com este 'filho' tão cuidadosamente gerado, me trás muita alegria. Sou grato pelo apoio da prefeita Miriã, da secretária Arminda, de tantos familiares e amigos, professores, colegas, que acreditaram e torceram para que este desafio fosse vencido. O que o futuro nos reserva, desconhecemos, mas tenho certeza que muito ainda podemos contribuir para a Educação de nosso município, nosso Estado e nosso país. Só podemos transformar nossa Geo-história através da Educação e prá isso precisamos da cooperação de todos", destaca Hyago.


Ariovaldo Umbelino de Oliveira, conceituado geógrafo brasileiro, escreveu o prefácio do livro e enalteceu o valor da obra, afirmando: é obra ardilosamente construída em um mestrado sério e sisudo feito no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Goiás – Regional Jataí/GO. Traduzido agora em livro, o trabalho de Hyago, sob a orientação do Dimas, é digno dos mais elevados elogios. Nele trabalha de forma procedente, os primados de uma geografia pretérita construída de forma científica e corretamente formulada a partir de sua visão calcada no historicismo. Lá, eles buscam os elementos formadores e suas correlações com o que se chama geografia científica, em primeiro lugar, ao afirmar que “A geografia pretérita permeia os períodos passados no tempo presente e pode ser evidenciada nos espaços construídos. Um presente com perspectivas futuras não apaga o tempo que passou, pois, passando, passando o tempo materializa o socioespacial que vai se transformando.”

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1 comentário

  • Renã Dhieiby do Nascimento 12/05/2021

    Em minha opnião o referido estudo não soma em grande relevância para a historiografia regional, esta dissertação de Mestrado defendida na UFJ de Jataí contem a reprodução de textos secularmente difundidos e já comprovadamente desatualizados e com conceitos de decadência à décadas já superados através dos estudos de Chaul e de Bertran. Além disso, este texto possui discordâncias geográficas, confundindo o Arraial de Bonfim (atual Silvânia) com o povoado nos primórdios do Distrito do Rio Claro. Para um texto produzido por um geógrafo, um erro geográfico até parece ser trocadilho...

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