Eronides Guimarães e Miltim Júnior estão inquietos para que a cidade de Iporá tenha movimentação cultural. Ambos preparam eventos.
Eronides Guimarães e Miltim Júnior estão inquietos para que a cidade de Iporá tenha movimentação cultural. Ambos preparam eventos.
Eronides Guimarães, um iporaense que é bancário em Brasília, com CD gravado e que leva o nome artístico de Eros Trovador, juntamente com Walquíria Wal, está com a arrojada preparação do GIRA. Este evento tem como proposta de que a sua primeira edição comece dia 28 de abril, com a ORQUESTRA AUTOMOTIVA e termine dia 13 de maio, dia em que se rememora a abolição da escravatura, com o espetáculo FARRA DA COMUNIDADE, produzido de forma colaborativa de forma integrada ao movimento negro, que propõe uma reflexão bem ampla sobre essa data.
O GIRA traz para Iporá apresentações artísticas vindas da capital federal. Quem idealiza o evento quer que este ocorra simultaneamente às romarias da Festa da Padroeira Nossa Senhora Auxiliadora.
Iporá Music Festival
Miltim Júnior, outro ativista cultural desta terra, planeja um festival na modalidade competitiva e que envolva músicos de cidades da região. Seu desfecho será em Iporá, nos dias 19 de abril (eliminatória) e 20 (final). As eliminatórias terão a seguinte programação:
23/03/13 – São Luís de Montes Belos
24/03/13 – Bom Jardim de Goiás
30/03/13 – Caiapônia
31/03/13 – Iporá
E o GIRA? O que é?
O GIRA é um festival de arte multiárea realizado por meio do trabalho colaborativo entre os agentes culturais de Iporá promovendo apresentações profissionais de artistas da cidade e a residência artística de artistas de outras localidades que em Iporá se apresentarão, desenvolverão suas estéticas e disseminarão saberes, técnicas e habilidades em oficinas abertas à comunidade local.
O Festival é estruturado de forma a propiciar encontros qualificados entre artistas, produtores e comunidade. Dessa forma, por meio da arte, os diversos encontros que compõem o Festival visam fortalecer parcerias e o desenvolvimento das estéticas de cada artista.
O nome GIRA traduz a vontade de movimento, de mudança de perscpetiva. De fato, por meio dos encontros, os artistas e a comunidade local serão convidados a olharem para a realidade sob nova ótica, a desenvolverem suas potencialidades, a encararem a arte e o ofício artístico de outra forma. GIRA, segundo o dicionário, é passeio, é movimento. E é também descoberta. Com uma programação descentralizada, a cada edição o Festival “revelará” à população novos cantos, lugares que, por si, representam poéticas não percebidas no cotidiano da cidade.
O GIRA – FESTIVAL DE ARTE apresenta-se como oportunidade de profissionalização da comunidade local de Iporá e região em produção cultural, inserindo artistas e demais agentes culturais na Economia da Cultura. A primeira edição, a ser realizada de forma amplamente colaborativa, sinaliza com uma estrutura profissional de produção cultural o anseio de um projeto devidamente financiado. No entanto, é a realização com excelência das primeiras edições que poderão viabilizar os recursos para cachês e prolabores profissionais em edições futuras do Festival, que se pretende um projeto contínuo de longo prazo devidamente inserido na Economia da Cultura.
Iporá Music Festival quer reabrir espaço para os intérpretes
O Iporá Music Festival, o que tem a frente Miltim Júnior, Sete Criações e Grupo Encantos, visa abrir importante espaço aos intérpretes de música popular brasileira de todos os gêneros das cidades do Oeste Goiano e visa ainda incentivar o interesse da população pela música como fonte de cultura e lazer. Outra meta é promover intercâmbio cultural com os mais variados profissionais e gêneros musicais, além de revelar novos talentos, divulgando o universo cultural goiano.
Contexto do GIRA – O Festival da Arte
CONTEXTO
• Eros Trovador e Walquíria Wal, produtores do projeto, ambos iporaenses, apresentamos essa proposta a partir de nossa vivência artística em Iporá e em outras experiências ao longo dos anos, em outras localidades, que fortaleceram nossa perspectiva de atuação profissional em produção cultural.
• Dentre essas experiências, destaca-se o Coletivo Palavra, associação civil sem fins lucrativos de Brasília – DF, do qual participamos. Atualmente, o Coletivo Palavra trabalha com a gestão e produção de cerca de 10 projetos culturais no Distrito Federal. A associação já aprovou em processo decisório coletivo o apoio à realização do GIRA, disponibilizando artistas e profissionais que colaborarão de forma fundamental com a realização da primeira edição do Festival em padrões profissionais de produção cultural.
• A proposta é de produção colaborativa do Festival pelos agentes culturais da cidade. Nesse sentido, nós, os produtores, realizamos intenso trabalho de pesquisa em Iporá nas últimas semanas. Contatamos, conhecemos novas propostas, revimos velhos conhecidos, rememoramos momentos únicos da história cultural da cidade e nos dedicamos a pensar juntos um projeto que movimentasse Arte em Iporá. Dessa forma, a proposta inicial que agora apresentamos é resultado da conversa com diversos artistas de Iporá, em variadas áreas. Além do contato com alguns agentes culturais, a exemplo da OCA, do projeto Encantos, do CECONJ, da Coopercoisas, da Rádio Comunitária Nova Onda FM, do portal web e produtora cultural Ousar, do vereador Éder Manuel e sua assessoria. A partir desses contatos, levantamos algumas percepções da realidade local que orientaram a elaboração dessa proposta:
• A produção artística da cidade encontra-se desarticulada, com notórios talentos em diversas áreas que seguem quase sempre de forma isolada e geralmente em ritmo lento suas produções artísticas;
• A produção artística autoral não é devidamente estimulada, o que percebemos como um “entrave” no desenvolvimento das estéticas de cada artista e no fortalecimento da produção cultural em Iporá;
• De fato, percebemos uma defesa muito tímida das estéticas pessoais de cada artista. Os movimentos culturais mais evidentes são de conjunto, ótimas iniciativas que têm mantido o contato entre alguns artistas. Contudo, percebemos que há muito espaço para se evidenciar as estéticas pessoais que caracterizam o trabalho de cada artista;
• O artesanato local carece de contextualização sócio-histórico-cultural. É essa contextualização que revelará seus potenciais à comunidade e aos formadores de opinião. Esse reconhecimento é essencial para a viabilização de uma produção artesanal de forma inserida à Economia da Cultura;
• A produção literária local está pouco articulada. Em que pese o caráter “solitário” da produção literária, entendemos ser necessária a articulação dos escritores para fortalecerem sua capacidade de produção. Nesse sentido, enxergamos nos professores de Língua Portuguesa e Literatura das redes municipal e estadual de Educação, além dos professores e alunos do curso de Letras da UEG, potenciais colaboradores para a construção de uma rede literária na cidade;
• A produção musical local concentra-se na música serteneja e na música góspel, ambas já inseridas em circuitos próprios de fomento, desenvolvimento dos artistas e construção de público. Temos, na cidade, casas de shows e programação de rádios prioritariamente com música sertaneja. Também são diversas as instituições religiosas que, em seus calendários próprios de eventos, promovem a Arte Góspel, que retrata suas perspectivas religiosas. Encontramos pouco incentivo à produção musical de Música Popular Brasileira, hip-hop, música eletrônica, formação de DJs, música erudita e música instrumental, consideradas áreas musicais prioritárias nesse projeto. Há também uma retomada do sertanejo, mas na perspectiva em que revela a “cultura sertaneja”, com os duos clássicos da moda de viola, o forró pé-de-serra, as danças típicas, os causos e tantas outras manifestações que revelam a história da comunidade;
• A produção visual local quase sempre vem marcada por um tom artesanal. Longe de ser um problema, essa característica pode ser uma solução na medida em que o artesanato local passe a ser apresentado da forma profissional e, também, caso os artistas plásticos adotem os traços artesanais de seu trabalho no desenvolvimento de estéticas próprias;
• A produção cênica local é eventual. Desconhecemos a atuação contínua de algum grupo teatral da cidade, apesar de termos conversado com atores, diretores e professores que vivem na cidade. Os sujeitos existem e eventuais espaços para produção e ensaio podem ser conquistados. Nesse sentido, o GIRA visa contribuir também com a construção de uma rede dos agentes das artes cênicas da cidade;
• A produção audiovisual local também é tímida, apesar das facilidades de produção e distribuição de obras audivisuais que a cultura digital e a internet permitem. Sabemos e estamos em contato com alguns fotógrafos e cinegrafistas da cidade. O Festival colaborará com a produção audiovisual abrindo espaços para projeção e produção de vídeos e ensaios fotográficos, por exemplo. Além de disseminar alguns conhecimentos técnicos e estéticos da produção audiovisual.
• O acesso cada vez mais amplo à conexão à internet pela população torna-se um grande instrumento de apoio para a articulação dos agentes culturais, dos artistas e do público. O contato virtual retrata a rede que o projeto construirá, formada por artistas, agentes culturais e comunidade em constante encontro e interação por meio de eventos e vivências artísticas.
• Algumas questões atualmente vivenciadas e debatidas pela cidade influenciam a produção artística, mesmo que de forma indireta. Assim, por exemplo, a agricultura familiar nos convida a olharmos com mais carinho para nossa produção artesanal. Da mesma forma que o nascente movimento negro convida a uma apreciação mais atenta das manifestações artísticas de matriz negra em Iporá.
• Por fim, percebemos que a cidade mantém uma relação não muito atenta com sua memória. Muito longe da devida preservação, construções históricas, saberes e tradições populares e a própria história da região carecem de um novo olhar, que desdobre seus sentidos e encha a cidade, onde nascemos ou fomos acolhidos, de afeto.
IPORÁ MUSIC FESTIVAL dá premiação
1º lugar – Gravação de um EP com cinco faixas (tiragem de 500 cópias)
2 º lugar –Gravação de um jingle
3 º lugar –Um ensaio fotográfico profissional
Segundo a organização de evento, haverá uma coletiva de imprensa no dia 25 de fevereiro que servirá como lançamento oficial deste evento cultura.
Atrações do GIRA – O Festival da Arte
ORQUESTRA AUTOMOTIVA – som na rua!
Em um diálogo estético com a forte cultura do som automotivo da cidade, que, de fato, veicula o “som do povo”, a ORQUESTRA AUTOMOTIVA irá reunir diferentes “tribos” que juntas promoverão a interconexão de seus sistemas de som automotivo. Estes, após procedimentos técnicos de equalização de som, executarão a mesma trilha sonora, composta por músicas eruditas selecionadas de acordo com o tema do Festival. Além de democratizar o acesso à música clássica superando um abismo de cultura musical, o evento também dará visibilidade à cultura do som automotivo na cidade, uma das poucas opções de lazer da população local.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: a ORQUESTRA AUTOMOTIVA pode se tornar uma efetiva forma de diálogo entre gerações e comunidades da região, na medida em que subverte a cultura do som automotivo ao se associar para a orquestração de obras da música erudita. A beleza e leveza do evento podem requisitar que o projeto se apresente em outras ocasiões, movimentando o circuito de lazer e democratizando o acesso à música clássica.
MONCHÃO QUEIMADO – o sarau da cidade
Sarau com infra estrutura simples e profissional, propiciando apresentações rápidas nas mais variadas artes, como declamações de poesia, apresentações musicais, esquetes teatrais, performances, intervenções, projeções, pintura ao vivo e outras modalidades artísticas. As atrações serão produzidas previamente. No entanto, o evento também propiciará a participação espontânea do público. O nome MONCHÃO QUEIMADO faz referência a um fato relevante da história de Iporá, quando a Coluna Prestes, passando pela região, acabou por incendiar um povoado, região que passou a ser conhecida como MONCHÃO QUEIMADO. Dessa forma, o sarau pretende também resgatar as construções históricas da cidade, acontecendo de forma itinerante, promovendo, ao longo das ediçlões, um mapeando de um centro histórico da cidade.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: o MONCHÃO QUEIMADO pode se tornar um lugar privilegiado de encontro dos artistas da cidade, acontecendo também fora da programação do Festival. No mesmo sentido, pode se tornar um espaço relevante na cidade para a apreciação artística. Ao promover a itinerância pelas prédios e lugares históricos da cidade, poderá promover um olhar poético da população para sua memória, ampliando o senso de pertencimento à cidade.
GIRA GIROU – o boteco da gira
Um local de convivência DA GIRA DA CIDADE, com cardápio de comidas e bebidas montado especificamente para a edição do Festival, além de cardápio musical apresentando álbuns musicais recém-lançados. Com decoração intimista, projeções e público interessante, o GIRA GIROU seguramente será um dos lugares de referência do Festival. De forma alinhada ao tema GIRA DA CIDADE, o bar contará com exposição de ensaio fotográfico de lugares históricos de Iporá, feito por fotógrafos da cidade.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: o Gira Girou é um evento exclusivo do Festival.
CINE IDEIAS – o cineclube da GIRA DA CIDADE
Além de levar a crescente cultura dos cineclubes para Iporá, o CINE IDEIAS trará à população a oportunidade de apreciar bons filmes – e alguns raros – em boa qualidade de exibição. Nesta primeira edição do Festival, será realizada uma mostra de cinema com o tema CIDADE. A cada dia, após a exibição dos filmes, será conduzido um debate entre um artista, um vereador e um professor da cidade que tentarão trazer os elementos dos filmes para a realidade local. Esses debates, a princípio, terão transmissão radiofônica, ampliando o público.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: o cineclube poderá acontecer em outros momentos, fora da programação do Festival. Enxergamos na comunidade universitária um púlbico estratégico que poderá fomentar a continuidade do projeto. No longo prazo, os debates qualificados da realidade local em perspectiva artística fomentará novas ideias para a cidade.
TOM MAIOR – o palco da cidade
Com estrutura de som de qualidade e potente, TOM MAIOR será um evento de shows autorais. A cada edição, músicos locais e atrações de outras cidades dividirão o palco. Para esta primeira edição, propomos um show com o projeto Encantos, revelando seu repertório autoral; outro show com a intérprete Wívian Borges, que já tem trabalhado na seleção de repertório próprio; e o show Música de Sarau, de Eros Trovador, que acaba de lançar seu primeiro álbum.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: o PALCO DA CIDADE pode se fixar como o principal espaço da cidade de apreciação de música autoral, criando um púlbico continuamente crescente, associando músicos em experiências coletivas e fomentando o surgimento e desenvolvimento de músicos locais.
SALVE! – o som da alegria
Festa com ritmos ecléticos e vibrantes, que cultivará a experimentação musical dançante convidando DJs e profissionalizando e promovendo os DJs locais. A festa SALVE! também será espaço privilegiado para a intervenção de VJs, com projeções produzidas em oficinas de audiovisual. Um espaço de celebração do Festival e da Cidade.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: ao focar em uma produção colaborativa, profissionalizando DJs e VJs da cidade, a SALVE! contribuirá com o fortlalecimento de um circuito de festas em Iporá e outras intervenções artísticas desenvolvidas por DJs e VJs.
CIRANDA – o lual da praça
O lual busca apresentar e resgatar com uma estrutura profissional de produção a estética bucólica do interior, formada pelo som das cantigas das crianças, das fiandeiras, dos violeiros. Ao som da fogueira e ao cheiro do fogão à lenha. O céu como companhia para causos e, entre uma estrela e outra, o arrastapé fagueiro de quem se encontra no banco da praça. O lual será construído de forma a convidar a comunidade a mergulhar nesse universo dos sonhos, cheio de cores, cheiros, sons e sabores. Um espaço privilegiado dentro do Festival para a preservação das tradições populares.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: a CIRANDA poderá acontecer também fora da programação do Festival, entrando para o calendário de eventos da cidade como uma opção familiar de lazer, revelando os encantos de nossas praças. Por focar nas tradições populares, o projeto também se apresenta como uma vitrine de nossa cultura popular.
FARRA DA COMUNIDADE – espetáculo cênico
A Farra da Comunidade é uma intervenção cênica resultante de processo de criação colaborativo, composta por cerca de 20 cenas criadas durante oficina que antecede a apresentação, uma costura de esquetes, coreografias e intervenções que acontecem em movimentos circulares e se desenvolvem de forma integrada à trilha sonora, presente em toda apresentação, compondo uma evento vibrante e envolvente, próprio para espaços públicos. Numa performance de puro vigor e arte, a Farra da Comunidade constrói uma “colcha de retalhos” cheia de cores e expressões, com referência no Teatro Físico, enriquecida pela interação entre os participantes e o público. Essa estrutura permite a exposição de críticas sociais e ilustra as contradições e sentimentos humanos. A proposta da Farra da Comunidade nasce da imersão em realidades locais. O projeto nasceu da experiência da Farra dos Atores, acontecimento teatral concebido por Márcio Vianna, diretor teatral do Rio de Janeiro. Inspirada na Farra dos Atores, surgiu a Farra do Teatro no Fórum Social Mundial realizado em Porto Alegre, produzida pelo grupo Depósito de Teatro, em 2005. Na Farra da Comunidade, a estrutura da Farra dos Atores e a crítica social da Farra do Teatro são preservadas, sendo realizada colaborativamente por pessoas da comunidade interessadas em viver a experiência cênica, atores ou não, que juntos com a equipe profissional de produção e direção, transformam a reflexão sobre sua realidade local em arte. A experiência da Farra da Comunidade aconteceu pela primeira vez na 6ª edição da Palacoletiva, Festival Multimídia do Coletiva Palavra, realizado em Planaltina – DF em 2012, sob a direção de Thiago Jorge, ator e diretor brasiliense. O excelente resultado dessa experiência incentivou a continuidade da proposta, como projeto amplo a percorrer outras regiões do Distrito Federal em temporada de 12 apresentações em 2013. Em Iporá, com elenco próprio, a Farra da Comunidade é proposta como manifestação da cultura negra, colocando em evidência o debate da diversidade racial, a partir da memória do dia da Abolição da Escravatura, 13 de maio.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: a farra da comunidade disseminará junto aos interessados em Iporá uma estética cênica inovadora e engajada, possibilitando o aperfeiçoamento dos atores locais, a descoberta de outros, e o fortalecimento de uma futura rede de artes cências na cidade.
O PEÃO – prosa na gira
O jornal do Festival apresentará de forma privilegiada a programação e contará com repertagens analíticas de questões que dizem interesse à comunidade e que, de alguma forma, dialogam com a programação do Festival. Também será espaço para publicação de poesias, contos e crônicas de escritores locais.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: O PEÃO é um jornal exclusivo do Festival. No entanto, a qualidade de suas reportagens, muitas vezes investigativas, poderão contribuir para a necessária disseminação da informação junto à comunidade local.
VITROLA – o programa da gira
Programa diário de rádio que promoverá o encontro da população com o movimento do Festival. Com uma hora de duração, programação musical dinâmica, reportagens com artistas e população, o programa dará o tom vibrante do Festival e garantirá o acesso à programação que, mesmo sendo prevista, seguramente será dinâmica e cheia de boas surpresas.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: o VITROLA é um programa exclusivo do Festival. Ao longo das edições, contribuirá com a disseminação da arte na região e com a democratização do acesso à música.
OFICINAS – espaços interativos
Na perspectiva de residência artística de artistas de outras cidades em Iporá que o Festival propõe, as oficinas são um espaço privilegiado de contato e troca de experiências artísticas, de técnicas e de habilidades. Na maior parte das oficinas, ao fim dos encontros os participantes terão produzido trabalhos que poderão ser inseridos na programação do Festival. Para a primeira edição do Festival, propomos a realização de seis a oito oficinas, que já estão sendo prospectadas, a exemplo de oficinas de discotecagem, de projeções, canto lírico, composição musical, teatro e grafitti.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: as oficinas facilitarão o acesso da população de Iporá e região a técnicas e estéticas artísticas, além de promover o encontro dos artistas e as consequentes ideias e projetos que surgirão desses econtros.
FÉ MENINA – ensaio fotográfico
A partir da mobilização dos fotógrafos locais, será feito um registro das rezadeiras da Romaria durante os dias do Festival. A Romaria é uma das mais fortes expressões da tradição popular da região. Ao fim do Festival, será exposto um painel em local público de visitação com os registros que retratarão o lado feminino da fé, expresso nas rezas das senhoras, passadas de geração a geração.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: a exposição do painel pode ser permanente.
EXPOSIÇÃO DE ARTESANATO EM
FOLHA DE BANANEIRA DA COMUNIDADE DO BURITI
O artesanato em folha de bananeira da comunidade do Buriti tem se apresentado como uma das expressões mais genuínas da tradição popular local. A partir de uma curadoria profissional a ser realizada, será realizada uma exposição em condições profissioais, com visita orientada por monitores para turmas de escolas ou outros interessados. A exposição, além do artesanato local da comunidade do Buriti, também terá conteúdo do artesanato do cerrado e do artesanato brasileiro, evidenciando-se como uma programa educativo.
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO: como a exposição é temática, no longo prazo ela pode beneficiar a produção artesanal da comunidade do Buriti por apresentar seu artesanato de forma conceitual, estética e didática.
Os dois ativistas culturais ainda buscam apoios
Eros Trovador e Miltim Júnior ainda buscam apoios os eventos. Porém, eles contam como certas as duas realizações. A receptividade tem sido boa para as duas propostas de eventos. Ambos serão importantes para alavancar o movimento cultural.
Eronides, o Eros Trovador e Miltim Júnior: dois atuantes iporaenses na área cultural