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“Quem manda: Olímpia ou Danilo?”, pergunta vereador Paulo Alves


O assunto referente ao fechamento de salas de aula da extensão da Escola Municipal Jorcelino Barbosa rendeu debate na sessão da manhã desta terça-feira, 19, na Câmara Municipal de Iporá. A Comissão de Educação da Câmara, compreendida pelos vereadores Cleudes Alves, do PMN, (presidente), Rodrigo Marques (PPS) e Valdomiro de Paula (PT) foi criticada por atuar lentamente no levantamento a respeito da situação que aflige pais de alunos. Paulo Alves (PT), Elione Alves (PMDB) e Aurélio Fábio (PTB) foram os vereadores que levantaram a voz para reclamar sobre a falta de solução para o caso, o qual está fazendo com que muitas crianças da pré-escola I e II que residem no lado oeste da cidade tenham que ser levadas pelos pais para escolas distantes de suas casas.

CASO DO FECHAMENTO DAS SALAS DE AULA É ASSUNTO NA CÂMARA

O assunto referente ao fechamento de salas de aula da extensão da Escola Municipal Jorcelino Barbosa rendeu debate na sessão da manhã desta terça-feira, 19, na Câmara Municipal de Iporá. A Comissão de Educação da Câmara, compreendida pelos vereadores Cleudes Alves, do PMN, (presidente), Rodrigo Marques (PPS) e Valdomiro de Paula (PT) foi criticada por atuar lentamente no levantamento a respeito da situação que aflige pais de alunos. Paulo Alves (PT), Elione Alves (PMDB) e Aurélio Fábio (PTB) foram os vereadores que levantaram a voz para reclamar sobre a falta de solução para o caso, o qual está fazendo com que muitas crianças da pré-escola I e II que residem no lado oeste da cidade tenham que ser levadas pelos pais para escolas distantes de suas casas.

Diante de uma situação onde o prefeito Danilo Gleic chegou a ventilar que os pais seriam atendidos na reivindicação de ter a escola dos filhos perto de suas casas e, por outro lado, com a secretária de educação, Olímpia Vaz, sendo irredutível em não manter sala de aula naquela região da cidade, o vereador Paulo Alves chegou a fazer uma pergunta, durante sua fala em plenário: “Quem manda: Olímpia ou Danilo?”. O vereador, que também é professor, vê uma demora exagerada na solução do problema e não está certo sobre quem vai decidir a respeito do assunto, se o prefeito ou sua secretária, já que um parece concordar e a outra nega veementemente. 

A escola onde o vereador trabalha, Dom Bosco, que é da rede estadual e localizada na mesma região urbana onde foi desativada as salas de extensão,  disponibilizou espaço físico, mas é preciso que a Secretaria Municipal de Educação, faça as demais despesas, o que tem sido negado. 
Elione Alves fez uso da palavra para recomendar aos novos vereadores que optem por defender os interesses do povo e, no presente caso, que estejam do lado destes pais de alunos que estão tendo que deslocar distâncias maiores para que seus filhos freqüentem uma sala de aula.
O vereador Aurélio Fábio foi duro na sua fala. Ele acha que a secretária está ganhando tempo com essa história e que a Comissão de Educação precisa agir rápido. Aurélio posiciona-se a favor de que os pais tenham direito de escola nas proximidades de sua casa.
Rodrigo Marques se defende
Na sua fala em plenário o vereador Rodrigo Marques disse que a Comissão está trabalhando ininterruptamente neste caso e que na tarde de hoje, terça-feira, já deverá sair um parecer sobre o assunto. Rodrigo enfatiza que a Comissão de Educação está tendo o cuidado de ouvir cada um dos envolvidos, para conhecer detalhadamente o assunto e, a partir daí, tomar uma posição.  O vereador do PPS diz que não está defendendo o prefeito, nem a secretária. 
Entenda o caso

Pais de alunos reclamam de nova secretária por desativar salas de aula
Olímpia Vaz, a nova Secretária de Educação do Município de Iporá, está enfrentando a sua primeira dificuldade à frente da pasta. Ao desativar uma extensão de três salas de aula da Escola Municipal Jorcelino Barbosa, que existia na Avenida Quintino Vargas, esquina com Rua João Coriolano, esbarrou com o descontentamento de casais que são pais de alunos. Eles contam que assim que o ano letivo passado (2012) terminou, as crianças foram automaticamente matriculadas no mesmo local para a continuidade dos estudos em 2013, no prédio que a Prefeitura aluga do ex-presidente do PMDB, Carmo Freitas Campos.
Ocorre que a nova gestão, alegando contenção de gastos, quis desativar essas salas e, sem consultar nenhum dos pais, distribuiu as matrículas das crianças (pré-1 e pré-2) para as demais escolas da cidade, principalmente para o Colégio de Aplicação, onde a diretora, Nilza Vaz dos Santos Silva,  é irmã da secretária. Assim que retomada as aulas, os pais tiveram que ir localizar o novo local de estudos para as crianças, quase sempre longe das residências, já que as famílias são residentes na área urbana próxima ao local desativado e onde há facilidade para freqüentar as aulas. Citam pais que levar crianças para locais distantes fica muito difícil.
A rede estadual de ensino disponibilizou espaço físico para uma sala de aula na Escola Dom Bosco, mas que precisa funcionar com professor do município e demais despesas também por conta da Prefeitura. A Secretária Olímpia Vaz não concorda com a criação desta opção de aulas naquele local. O argumento tem sido o de eliminação de despesas. Cita a secretária que nem mesmo com a  concessão do espaço, a Secretaria Municipal de Educação não poderá ministrar aulas na Escola Dom Bosco pois isso demanda outras despesas, a exemplo de contratação de professor. 
Alguns pais de alunos já se conformaram com essas transferências para diversos outros locais, Creche Padre Wiro, Escola Joaquim Berto, Colégio Aplicação e outros. Mas tem aqueles pais que estão resistentes, exigindo que seus filhos estudem próximos das residências. 
O assunto já foi levado para a Câmara Municipal de Iporá. A Comissão de Educação, compreendida pelos vereadores Cleudes Alves (PMN), Rodrigo Marques (PPS) e Valdomiro de Paula (PT), está ouvindo as partes. Cleudes Alves, presidente da Comissão de Educação, disse para esta reportagem que qualquer ação deverá contar com a participação dos demais colegas vereadores. Já há uma intenção do vereador Gumercino Francisco (PPS) de que, se o assunto não for imediatamente resolvido, a secretária Olímpia poderá ser chamada a dar esclarecimentos em uma das sessões da próxima semana. A Câmara de Iporá vai se reunir de segunda, 18, até sexta-feira, 22.  
Dezesseis pais de alunos já tiveram uma audiência com o prefeito Danilo Gleic Alves dos Santos de quem ouviu que se for do desejo deles ter a sala na região urbana próxima da residência deles, isso vai acontecer. Mas por outro lado, a secretária parece pensar diferente do prefeito. Não quer a continuidade de salas na Rua João Coriolano.

A secretária de Educação, Olímpia Vaz, foi contactada pela reportagem para comentar o assunto. Ficou de enviar suas detalhadas explicações até sexta-feira passada, 15. Isso até agora, manhã de segunda-feira, não foi feito. Fica aberto à ela espaço para suas explicações sobre o fechamento das salas.


Paulo Alves: Quem decide?

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