Informa o site da Agrodefesa que fiscais estaduais agropecuários da Regional Caiapó da Agrodefesa aprenderam, recentemente, mais de 5 mil embalagens vazias de agrotóxicos no município de Palestina de Goiás. O produto se encontrava estocado na empresa Recicla, cadastrada na prefeitura local para reciclagem apenas de embalagens não-perigosas.
De acordo com a legislação vigente, as empresas fabricantes e revendedoras de agrotóxicos são responsáveis pela destinação final das embalagens dos seus respectivos produtos. Mesmo a reciclagem de embalagens de agrotóxicos para a produção de determinados artefatos depende de licenciamento ambiental específico, o que não é o caso da Recicla. Diante das irregularidades, a empresa foi interditada e autuada, tendo apreendido todo o seu estoque de embalagens, que posteriormente foi conduzido ao Posto de Recebimento de Embalagens de Agrotóxicos de Iporá.
A engenheira agrônoma Arlete Côrtes, que participou da diligência em Palestina de Goiás, diz que a empresa está instalada no centro da cidade e que o simples fato de estocar embalagens de agrotóxicos no local já causava grande transtorno a residências e estabelecimentos comerciais vizinhos, tal era o mau cheiro exalado pelo vasilhame. Ela pondera, entretanto, que mais grave ainda seria a eventual reciclagem do material, o que resultaria na liberação de resíduos tóxicos para o meio ambiente, o que contaminaria não apenas o ar, mas até os mananciais próximos.
Arlete Côrtes argumenta ainda, que como o estoque de embalagens não tinha destinação legal conhecida, nada podia garantir que não viesse a ser reciclado para fins não-permitidos, como vasilhas plásticas ou mangueira para água, dentre outros. Participaram da ação os fiscais estaduais agropecuários Júnior Moisés da Silva, Élson Silva Morais Raymundo Jerônimo Machado, além da própria Arlete Côrtes.
