A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) esteve em Iporá nesta quarta-feira, 06, fiscalizando os serviços prestados de provedores de Internet a rádio (sem fio) e suspenderam a prestação de serviços, além de aplicar multas e realizar a apreensão equipamentos de prestadores que operavam sem licenciamento, ou seja, irregulares.
O serviço de Internet sem fio em Iporá é prestado, dentre as irregulares e regularizadas, por quase 60 redes dentre as quais apenas duas estão devidamente legalizadas para oferecer o serviço.
Marcelo Pereira, sócio proprietário da IRPEEL WI-FI LTDA – uma das empresas devidamente legalizadas pela ANATEL – em entrevista ao Jornal OG disse há 20 dias a ANATEL esteve em Iporá, fiscalizando os serviços prestados pela referida empresa e, apesar da ANATEL exercer uma fiscalização muito minuciosa sobre estes serviços, verificando desde equipamentos, antenas, questões administrativas e visitando clientes; não houve maiores complicações em relação ao serviço prestado. O que não ocorreu nesta última visita que vários prestadores deste serviço tiveram suas operações suspensas.
Atuar na ilegalidade é no mínimo desleal uma vez que, o empresário que tenta trabalhar dentro da legalidade realiza um investimento elevado na compra de equipamentos e processos de licenciamento que, segundo Marcelo Pereira ficam em torno de R$ 25.000,00 a 35.000,00. Espera um ano para obter a licença da ANATEL com um retorno nulo uma vez que, sem a licença não pode trabalhar, não obstante os impostos que devem ser pagos à união, ao Estado e Município. Marcelo afirma que apenas para a ANATEL são pagos R$ 3.000,00 ao ano aproximadamente. No entanto, quando finalmente começa a operar, oferecer os serviços à comunidade com o objetivo de cobrir despesas, custos e obter seus retornos esperados; se depara com os concorrentes que, operando na clandestinidade, adquirem o equipamento por R$ 600,00 e ao sonegar os referidos impostos oferecem um serviço a um preço mais baixo, de menor qualidade e prejudicando a economia local. Diante desta situação o empresário que seguiu todas as normas vê suas margens de lucros espremidas ou até mesmo sendo obrigados a fecharem as portas. (João Batista da Silva Oliveira).
