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PONTO DE VISTA: Temos que ser bairristas na defesa desta terra


Francisco de Paula Pereira Pinto, mora em Iporá, defende a cidade e dá exemplos de como o bairrismo pode resultar na colheita de frutos. Veja artigo:

 
        Há alguns anos, morando em Rio Verde, testemunhamos algumas curiosidades que não tínhamos visto em lugar nenhum. Episódios decorrentes do posicionamento completamente “bairrista” dos habitantes, como eles mesmos gostavam de proclamar.
        Três são os casos que vêm à memória:
        1) Uma equipe de fotógrafos de fora (daqueles que fotografavam “sem compromisso” e depois iam com o álbum pronto, contando com a emoção para tentar vendê-lo aos pais) chegou e começou visitar casa por casa para oferecer o trabalho. Pois o pessoal das emissoras de rádio passou a alertar para o perigo de tratar-se de criminosos,     sequestradores. Foi o suficiente para inviabilizar a investida dos forasteiros e proteger o mercado dos profissionais da terra.
         2) Uma auto-escola, empresa de fora, supostamente estruturada e poderosa, chegou à cidade pretendendo instalar-se. Alugou uma casa bem no centro, reformou, pintou letreiro. Só faltava a licença. Não conseguiu de maneira nenhuma. Os empresários locais do ramo, em silêncio e com muita competência conseguiram, não sabemos como, barrar o novo   empreendimento, cuja concorrência temiam.
         3) Chegada a época da exposição agropecuária as lideranças empresariais ouriçaram-se. Ocorre que, nos anos anteriores, uma verdadeira festa paralela aumentava nos arredores do parque, com gente de fora que ia exercer o comércio ambulante, afetando o evento oficial, e também o comércio estabelecido. E a cada ano tomava proporções maiores. Então a associação comercial agiu com rigor, exerceu forte pressão, e juntamente com as entidades rurais e com apoio dos políticos, impediu a realização da festa “clandestina”, que tendia ao agigantamento, mas que ficou esvaziada e fracassou. Saíram ganhando a Exposição Agropecuária e a própria cidade. 
        Em Iporá, passada a festa de maio, que anualmente movimenta a cidade e traz sensação de mundo exótico, de cores, cheiros, músicas, desfile de gente bonita, enfim, clima de euforia, talvez seja hora de meditar sobre a parte comercial da festa, que é grande e movimenta volume enorme de mercadorias e serviços, com circulação muito significativa de recursos financeiros. Não deve haver ninguém que não perceba e se inquiete com esse volume de negócios de comércio ambulante, em concorrência desleal, e com as suas conseqüências para o comércio local e a economia da cidade.
        Se lamentamos o fato das pessoas não terem emprego e não vislumbrarem futuro em sua própria cidade, o que acaba por fazer com que batam em retirada à procura de vida melhor, e por outro lado somos favoráveis a esse tipo de evento que prejudica a economia local, não estaríamos sendo contraditórios?
        As entidades representativas de classe e os políticos tem o direito de lutar por medidas inibidoras daquilo que claramente traz prejuízo. Bairrismo mesmo. Descarado. Sem medo de ser feliz.                  
                               (*) Funcionário do Banco do Brasil de Iporá

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