A Juiza Coraci Pereira da Silva, da Comarca de Piranhas, datou para o próximo dia 23 de fevereiro o Júri de André Luiz Almeida de Jesus, o André Cometa, que no dia 15 de maio de 2008, assassinou o médico Leandro de Almeida Neto, em praça pública, na cidade de Arenópolis.
André está preso em presídio da cidade de Piranhas. Após o crime, ele esteve foragido por mais de dois anos, quando se entregou. Esta reportagem falou com o advogado criminalista Palmestron Francisco Cabral, que vai atuar na defesa do réu. Ele nos disse que durante o julgamento de André Cometa vai defender a tese de desclassificação do crime de homicídio qualificado para homicídio simples. Isto significa mostrar ao Júri que não se tratou de um crime hediondo e sim de um homicídio simples.
Em uma recente audiência com a Juiza, ao ser questionado sobre as razões do crime, André Cometa alegou que o médico Leandro Neto atendeu seu pai, o senhor Crispin de Almeida Branco, então com 69 anos, em hospital de Arenópolis, quando este esteve doente. Contou André Cometa que o médico não resolveu o problema de saúde de seu pai, inclusive, dando a ele alta médica em momento quando ainda estava doente, tendo que voltar à internação. Em seguida seu pai ganhou outra vez alta do hospital e acabou falecendo em casa, dias depois.
Após isso, relatou o réu em seu depoimento, que em uma noite de festa na cidade de Arenópolis, resolveu dar uma volta na praça central, quando encontrou o médico Leandro Neto em um pit dog, lugar do qual se aproximara para tomar uma Coca Cola. Conta que o médico nesta hora lhe dirigiu por três vezes palavras ofensivas e, então, ele sacou da arma que portava e desferiu os tiros em Leandro Neto.
Essa é a versão do réu para o crime do dia 15 de maio de 2008.
