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Equatorial Goiás investe no empreendedorismo feminino

Programa Energia Feminina chega a Goiás pela primeira vez após gerar aumento comprovado de renda, novos negócios e impacto econômico mensurável em outros estados onde companhia tem concessão

Goiânia, 26 janeiro de 2026 – O empreendedorismo feminino deixou de ser discurso e passou a ser política de impacto mensurável. Relatórios consolidados em 2025 mostram que mulheres que acessam capacitação estruturada, redes de apoio e capital inicial não apenas ampliam renda, mas alteram a dinâmica econômica de seus territórios, com efeitos diretos sobre consumo local, estabilidade familiar e redução de vulnerabilidades. É nesse contexto que a Equatorial Goiás, em parceria com o Instituto Equatorial, lançou o Energia Feminina, programa que destina R$ 910 mil à capacitação produtiva e à geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O programa foi lançado em 23 de janeiro de 2026, em Goiânia, marcando a primeira vez que a iniciativa chega a Goiás, após experiências bem-sucedidas em outros estados. Desenvolvido em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), o Energia Feminina integra uma estratégia nacional do Grupo Equatorial, com atuação nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Amapá, Rio Grande do Sul e, agora, Goiás.

Durante o lançamento, o presidente da Equatorial Goiás, Lener Jayme, destacou que o programa foi estruturado com foco em resultado econômico real e impacto territorial. “O Energia Feminina foi desenhado para gerar impacto concreto. Quando a mulher amplia renda, o território inteiro sente esse efeito. É um investimento que transforma capacitação em atividade econômica e fortalece a relação da empresa com a sociedade”, afirmou Lener.

A criação de programas voltados ao empreendedorismo feminino acompanha uma tendência global. Dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2024/2025) indicam que uma em cada dez mulheres no mundo iniciou um negócio próprio no último ano. Estudos do Banco Mundial e da International Finance Corporation (IFC) mostram que iniciativas que combinam formação técnica, mentoria e capital semente aumentam significativamente a sobrevivência de negócios liderados por mulheres nos primeiros anos de operação, período considerado crítico para a consolidação de micro e pequenos empreendimentos.

No Brasil, o avanço é expressivo, mas desigual. Dados do IBGE apontam que o país reúne mais de 10 milhões de mulheres donas de negócio, número recorde da série histórica. Apesar disso, mulheres seguem concentradas em empreendimentos de menor escala, com menor acesso a crédito e renda inferior à dos homens na mesma condição. Esse descompasso reforça a necessidade de políticas estruturadas de inclusão produtiva e acesso a mercado.

Antes de chegar a Goiás, o Energia Feminina foi implementado no Pará e no Piauí, onde apresentou resultados mensuráveis. De acordo com dados oficiais, divulgados pelo CIEDS e pelo Instituto Equatorial, 50% das mulheres participantes dobraram a renda mensal após o ciclo de capacitação. Além disso, 51% das participantes iniciaram novos negócios ou conquistaram inserção no mercado de trabalho, evidenciando o efeito direto do programa sobre a autonomia financeira.

Os impactos extrapolaram a renda individual e alcançaram a economia local. No encerramento das formações, as Feiras de Negócios do Energia Feminina reuniram mais de 2.200 pessoas, fortalecendo redes de consumo e valorizando a cultura empreendedora dos territórios. Apenas nesses eventos, foram registrados mais de R$ 47 mil em vendas e prospecções comerciais, demonstrando capacidade real de acesso a mercado para empreendimentos liderados por mulheres.

Outro eixo relevante diz respeito à sustentabilidade e à redução de custos. Segundo os relatórios do programa, 38% das participantes passaram a adotar práticas sustentáveis dentro de casa e no trabalho após as formações em eficiência energética. Mulheres orientadas e cadastradas na Tarifa Social de Energia Elétrica relataram redução direta no valor da conta de luz, ampliando o impacto econômico do programa para além da renda gerada pelos negócios e contribuindo para o equilíbrio financeiro familiar.

Para a coordenadora do Instituto Equatorial, Janaína Ali, o programa foi construído a partir da escuta ativa das mulheres nos territórios onde o grupo atua. “A autonomia financeira é um caminho concreto de transformação social. O Energia Feminina nasce da realidade das mulheres e foi desenhado para gerar renda, sustentabilidade e permanência no mercado, respeitando as vivências locais”, afirmou Janaína.

Entre as mulheres que devem ser beneficiadas em Goiás está Renata Caetano, idealizadora e gestora da Associação Coletiva Preta, formada por mulheres negras, periféricas, quilombolas, indígenas e de comunidades tradicionais. Atuando desde 2021, a associação desenvolve iniciativas de empreendedorismo associadas ao trabalho digno, ao enfrentamento do racismo e à justiça climática. “Nós já atuamos com empreendedorismo nos territórios, mas o acesso a financiamento estruturado sempre foi um desafio. Um projeto como esse fortalece nossa existência, garante continuidade e cria condições reais para ampliar renda e manter as ações que desenvolvemos com essas mulheres”, afirmou.

Segundo Renata, a possibilidade de participar de um programa com formação, acompanhamento técnico e acesso a capital semente foi recebida de forma positiva pelas mulheres da associação. “As mulheres receberam a notícia com entusiasmo. É uma oportunidade concreta de fortalecer empreendimentos que já existem e ampliar a autonomia de quem sustenta famílias e territórios com o próprio trabalho”, completou.

Esses resultados explicam a expansão do Energia Feminina em 2026. A meta nacional do programa é capacitar 784 mulheres nos sete estados de atuação do Grupo Equatorial, respeitando as especificidades regionais. Em Goiás, 112 mulheres participam da primeira fase, com foco inicial em Goiânia. Dessas, 54 avançarão para a segunda etapa, que inclui consultorias especializadas, mentorias individuais e acesso a capital semente, voltado ao fortalecimento e à sustentabilidade dos empreendimentos.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site www.cieds.org.br ou pelo perfil do Instituto Equatorial no Instagram (@institutoequatorial). O programa é voltado a mulheres em situação de vulnerabilidade social que buscam geração de renda e autonomia financeira.

Ao chegar a Goiás, o Energia Feminina se insere em uma agenda internacional baseada em evidências, que reconhece o empreendedorismo feminino não como política assistencial, mas como instrumento de desenvolvimento econômico, redução de desigualdades e fortalecimento dos territórios.

Sobre a Equatorial Goiás      

A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com 7 concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².      

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