
Deputados aprovaram, nesta quarta-feira, 2, o decreto que reconhece a calamidade financeira em Iporá. Os parlamentares deram um aval à gestão de Maysa Cunha. A sessão ordinária, realizada no Plenário Iris Rezende, na tarde desta terça-feira, 2, foi marcada pela votação de matérias de teores variados. Entre os destaques da pauta esteve a aprovação do decreto legislativo que reconhece o estado de calamidade financeira na Prefeitura de Iporá.
A medida, protocolada sob o processo nº 9306/26, recebeu aval da maioria dos parlamentares, apesar dos votos contrários dos deputados Talles Barreto (UB), Lucas Calil (PRD), Major Araújo (PL) e Antônio Gomide (PT).
Segundo a administração municipal, o reconhecimento da calamidade permitirá a adoção de mecanismos extraordinários de gestão fiscal, como limitação de empenhos, revisão de contratos e contenção de despesas.
De acordo com o levantamento apresentado pela prefeitura, a atual gestão herdou aproximadamente R$ 92,9 milhões em passivos financeiros, incluindo débitos previdenciários, trabalhistas, consignações em folha, contas de energia, precatórios e outras obrigações. A prefeita Maysa Cunha (Avante) informou ainda ter assumido a gestão com apenas R$ 143,6 mil em recursos disponíveis em caixa.
Outro processo aprovado durante a Ordem do Dia foi a indicação de Marcelo de Souza Gomes e Silva para compor o Conselho Regulador da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR). Bacharel em Direito pela PUC-Goiás, ele acumula mais de três décadas de atuação profissional em diversas áreas jurídicas. A indicação tramitou na Casa de Leis com o nº 10131/26.
