Concessionária intensifica ações em regiões com maior incidência de ocorrências e explica como funciona acompanhamento em tempo real da rede elétrica
Goiânia, 21 de julho de 2026 – A tradição de soltar pipas atravessa gerações, uma brincadeira que carrega histórias e conexões entre pais e filhos. Neste período de seca, o céu limpo favorece a prática, mas os riscos são reais: em 2025 foram 1002 casos de pipas em contato com a rede, que podem levar a choques, interrupção do fornecimento, curtos-circuitos e incêndios.
Mas você sabe que os pipeiros têm uma regulamentação estadual? É a lei nº 7.469/2024, criada para guiar a atividade e manter todos longe de riscos. Entre as medidas de segurança estabelecidas na legislação estão:
- Ao soltar as pipas, o local deve ser uma área aberta com no mínimo 500 metros, como praças, campos de futebol e campos aptos que não gerem riscos à rede elétrica e a moradias.
- As linhas das pipas podem gerar riscos à pedestres, condutores de bicicleta e motocicletas, tanto em distância de vias, como o tipo de linha.
- A lei proíbe que seja feito próximo a redes de energia, aeroportos e aeroclubes.
- As linhas cortantes são proibidas, cerol ou linha chilena, essas carregam materiais como: pó de vidro, limalha de ferro, mistura industrial com quartzo e óxido de alumínio.
De acordo com a Lei Estadual nº 7.469/2024, as multas pelo uso e venda de linhas com cerol ou alteradas podem variar de R$ 5 mil para pessoas jurídicas. Em Goiânia, a Lei nº 8.832 define uma multa fixa de R$ 10 mil aos estabelecimentos que vendam essas alterações; após um aviso com prazo para retirada do material, o descumprimento pode resultar na perda de licenças e na cassação do Alvará de Localização e Funcionamento. É importante lembrar que a linha é considerada alterada quando possui qualquer tipo de material cortante aderido ao fio.
Um alerta da executiva Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires, é sobre o local correto e seguro para que a brincadeira possa ocorrer com segurança. “Em sua cidade, procure áreas, sem rede próxima, como campos de futebol, ou campos abertos maiores que 500 metros e tome cuidado com a direção do vento, para que a pipa não seja levada para os fios. Uma outra observação é que não use materiais condutores, um exemplo é a linha chilena, que contém limalha de ferro, caso toque nos cabos, pode levar a curtos-circuitos e choques, podendo ser fatais”, reforça Suzane.
As dez cidades com maiores casos de pipas na rede
O total de registros de atendimento à rede elétrica causados por pipas chega a 172 no Entorno do Distrito Federal e a 510 na Região Metropolitana de Goiânia em 2025.

A Região Metropolitana de Goiânia a concentra 51,31% das ocorrências do estado, com destaque para Goiânia (23%), Aparecida de Goiânia (19%) e Senador Canedo (4%).
Locais seguros para soltar pipas
Para não impedir a brincadeira existem diversos espaços adequados em Goiânia e no entorno de Brasília, regiões características pela grande quantidade de casos de pipas na rede elétrica.

O que fazer em casos de acidentes com a rede?
Em caso de alguma pipa entrar em contato com a fiação, não tente retirar o objeto e solte a linha imediatamente. A pipa pode ser energizada e ocasionar choques em quem estiver em contato com o fio, além de incêndios nos postes e nas casas próximas.
Nestes momentos, as orientações dadas pelo gerente do Centro de Operações Integradas, Vinicyus Lima, são claras. “As pipas não devem ser utilizadas próximas à rede elétrica. Caso alguma se entrelace nos fios, não tente retirar de nenhuma forma. Se a pipa gerar queda de energia ou choque, faça um chamado nos canais oficiais da Equatorial Goiás. Uma equipe será enviada para retirar o objeto e restabelecer o fornecimento”, salienta o gerente.
A distribuidora tem equipes diversas, indo do atendimento ao cliente até a restauração do fornecimento em todo o estado. Essa estratégia começa no Centro de Operações Integradas com a coordenação da rede, passando pelas equipes em cada alerta e ações de acordo com a necessidade de cada momento.



Atendimento ao cliente
Em caso de ocorrências, os clientes podem acessar os serviços por meio dos canais da Equatorial Goiás, que funcionam 24h:
- Assistente virtual Clara: basta enviar “Oi” para o número (62) 3243-2020 no WhatsApp.
- Agência Virtual: no site www.equatorialenergia.com.br, escolha a opção Goiás para acessar serviços como emissão de segunda via e registro de falta de energia.
- Aplicativo Equatorial Energia: disponível para download em Android e iOS. (novo aplicativo)
- Central de Atendimento 0800 062 0196: ligação gratuita, disponível 24h.
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com 7 concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².
