
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal de Iporá para apurar supostas irregularidades envolvendo a prefeita Maysa Cunha permanece paralisada por decisão liminar da Justiça da Comarca de Iporá.
A suspensão ocorreu após a defesa da prefeita ingressar com um recurso judicial, alegando cerceamento de defesa durante a tramitação da comissão. Em caráter liminar, a Justiça determinou a interrupção dos trabalhos até o julgamento do mérito da ação.
Enquanto isso, o prazo da CPI continua sendo motivo de preocupação. A comissão foi instituída com duração de 90 dias e, caso não haja uma definição judicial em breve, o tempo restante poderá ser insuficiente para a realização das oitivas, coleta de provas e elaboração do relatório final.
O Ministério Público já se manifestou favoravelmente ao prosseguimento dos trabalhos da comissão. No entanto, até o momento, a Justiça ainda não proferiu decisão sobre o mérito do processo, mantendo a CPI suspensa.
A comissão é presidida pela vereadora Viviane Specian e conta com outros dois parlamentares: Cassio Lara e Ricardo Mota. A expectativa é de que a decisão judicial seja publicada o quanto antes, já que a indefinição compromete o cronograma inicialmente previsto para a conclusão das investigações.
Nos bastidores da Câmara Municipal, há apreensão quanto ao futuro da CPI. Vereadores e demais envolvidos aguardam o posicionamento da Justiça para saber se os trabalhos poderão ser retomados dentro do prazo previsto ou se será necessária alguma medida para garantir a continuidade da investigação.
