
Sem muito apoio na Câmara, o adiamento da sessão de julgamento do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi um alívio para a prefeita Maysa Cunha. A sessão de julgamento da prefeita de Iporá, Maysa Cunha, prevista para a noite desta terça-feira, 20 de outubro, foi adiada por determinação judicial. A decisão, expedida pouco antes da sessão, determinou que a Câmara Municipal suspendesse o julgamento relacionado ao conteúdo do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
A Justiça determinou que a prefeita seja novamente convocada para prestar esclarecimentos à comissão antes da realização do julgamento. Com a necessidade dessa nova oitiva, a sessão será remarcada, ainda sem data definida.
O adiamento ocorre em um cenário político desfavorável à prefeita no Legislativo. Dos 13 vereadores, apenas três são apontados como integrantes de sua base de apoio. Embora esse quadro não permita antecipar o voto de cada parlamentar, ele indica dificuldades para Maysa no julgamento do processo de impeachment.
Politicamente, a suspensão representa um alívio imediato para a prefeita, ao afastar a possibilidade de uma decisão sobre seu mandato nesta terça-feira. O intervalo também pode abrir espaço para conversas e tentativas de recomposição de sua base na Câmara.
A continuidade do processo e a definição de uma nova data para o julgamento dependerão do cumprimento da determinação judicial. A prefeita Maysa Cunha responde por deixar de honrar compromissos financeiros dentro da sua gestão administrativa, inclusive, em fatos relacionados à área de saúde.
