
O Ministério Público de Goiás (MPGO) obteve nos últimos dias a condenação de um homem a 31 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por estupro de vulnerável praticado contra a enteada, em Jussara. As violências foram reveladas após a vítima participar de campanhas de conscientização e buscar apoio institucional.
O acusado, que era padrasto da vítima, acabou condenado pelo crime de estupro de vulnerável praticado por diversas vezes e em continuidade delitiva, com a incidência da causa de aumento de pena por ser o agente padrasto da vítima. Ele não poderá recorrer em liberdade.
Promotoria aponta prática contínua de abusos no ambiente familiar
Segundo a denúncia, oferecida pela promotora de Justiça Ana Roberta Ferreira Fávaro, o acusado praticou atos libidinosos contra a enteada, à época com menos de 14 anos, no interior da residência da família, em datas e horários diversos. O homem mantinha relacionamento afetuoso com a genitora da vítima e todos residiam sob o mesmo teto.
Conforme apurado pela Promotoria de Justiça, os abusos sexuais começaram quando a vítima tinha apenas 12 anos de idade. O acusado condicionava favores e benefícios à prática de atos violentos denominados por ele de “pulo do gato”, ocasião em que abusava da menor.
O acusado também enviava mensagens com conteúdo sugestivo, oferecendo dinheiro para a adolescente realizar os atos. Os abusos foram revelados após a vítima comparecer a campanhas de conscientização e procurar auxílio institucional.
