Adevândio José Rosa, de 50 anos, e que é conhecido como Vicente, foi surpreendido às 6 da manhã de ontem, 30, com voz de prisão. Ele estava em um barraco, dentro de um matagal, próximo à rodovia, a poucos quilometros da cidade de Montividiu. Vicente estava trabalhando como braçal naquela localidade e era um foragido da Justiça, pois, nos primeiros dias do mês de outubro passado, ele teria, conforme denúncia, estuprado na cidade de Amorinópolis, sua enteada. Um laudo médico mostrou que não houve a conjunção carnal. Mas em outro laudo (Relatório de Avaliação Psicológica), feito por psicóloga, consta que o autor causou danos a menor e abusos que também são caracterizados pela lei como prática estupro. Diz o delegado Dr. Vinicius Batista que a nova lei de aborto inclui práticas similares as de pedofilia como tal. Tanto que o juiz, com base no segundo laudo, acatou o pedido de prisão feito pelo delegado. O crime que ele cometeu, segundo informação, teria sido com a conivência de sua amásia e mãe da estuprada, uma menina de 10 anos. Naquele dia do estupro ele foi denunciado por vizinhos que souberam do fato e levaram ao conhecimento da Polícia. Ele ficou livre do flagrante pois era véspera de eleição e a lei impede prisões nesta ocasião. Com isso o estuprador fugiu. As investigações levaram à captura de Vicente. Ele foi enquadrado no Artigo 217-A do Código Penal, o qual enfatiza o crime sexual e prevê pena de reclusão de 8 a 15 anos.
A advogada do acusado, Dra. Eloisa Peres, ressalta que Vicente não pode ser considerado como um estuprador, haja visto que o mesmo é, até então, apenas acusado do suposto crime. Alega que o laudo de exame de corpo de delito não apresenta elemento de conjunção carnal.
