A partir de primeiro de janeiro próximo, com um novo governador, e que foi eleito por um grupo político adversário ao do atual governo, será natural a troca de chefes de regionais dos órgãos públicos estaduais. Em Iporá, são alguns cargos e que serão alvo da cobiça daqueles que defenderam a bandeira de Marconi Perillo, agora eleito e com o poder da caneta de nomeação na mão. Será que vai haver harmonia entre os seguidores do governador eleito?
Ontem, 1o. de novembro, no primeiro dia após a vitória de Marconi, rodas políticas já falavam sobre a forma e os perfis para preencher os cargos. São chefias na Regional de Saúde, Detran, Saneago, Celg (Escritório regional e local), Ipasgo, Subsecretaria de Educação, AGR e outras funções (assessorias) de menor importância.
Antes da campanha ter início, o então candidato Marconi Perillo teve uma conversa com tucanos de Iporá, quando informou que, em governo seu, esses cargos são decididos entre o governo eleito e prefeito do PSDB ou aliado, quando houver na cidade. E não havendo, como é o caso de Iporá, o preeenchimento dos cargos é decidido entre Governo e os dois deputados (um federal e um estadual) mais votados no município e que tenham sido eleitos. Neste caso, em Iporá, a decisão fica por conta de João Campos (o federal mais bem votado que apoiou Marconi) e por Dr. Joaquim de Castro (estadual mais votado na cidade dentre os eleitos da aliança de Marconi).
Com essa regra criada antes da campanha, outros que apoiaram Marconi Perillo, mas que não estiveram no empenho de eleger João Campos e Dr. Joaquim, não teriam voz ativa nestas escolhas de chefes de regionais a serem feitas de agora até primeiro de janeiro. O que desperta curiosidade é saber como outros grupos do PSDB e até do PP vão reagir diante desta regra que não lhes é favorável. Ou será que o grupo do vice-prefeito Lindomar Lopes e dos vereadores Eurides Laurindo e Duílio Siqueira (apoiadores de João Campos e Dr. Joaquim) vão usar de flexibilidade e permitir participação de outras forças na escolha de nomeados para os cargos?
Ainda falando de regras, internamente, em empresas de capital misto como Celg e Saneago, é lembrado que os chefes destas precisam ser escolhidos entre pessoas de carreira (concursados) dos respectivos órgãos. Isto reduz o leque de opções para brindar correligionários políticos com cargos. Vamos aguardar os fatos (e também acompanhar os fatos).
