Depois da quarta-feira de paralização, ocorrida ontem, 22, quando as creches não funcionaram, como forma de sinalizar ao prefeito o descontentamento da categoria, agora as professoras da educação infantil planejam as próximas ações.
Há muita determinação entre elas para que vejam atendidas suas reivindicações. A principal delas é a de que sejam enquadradas no Plano de Carreira do município, a fim de que sejam tratadas como professoras e não somente como monitoras. A nova forma de creches lidarem com crianças exige delas atuação de professoras. A maioria delas fizeram curso superior para esse fim. Mas não estão sendo tratadas como professoras. Essa é a principal reclamação.
Os passos seguintes das professoras da educação infantil do município dizem respeito a reunião com as mães que possuem filhos em creches. Essa reunião será na terça-feira próxima. E no dia seguinte, na quarta-feira, as professoras fazem uma Assembleia Geral, onde na pauta tem a possibilidade de greve.
Ontem, no dia de paralização para servir de alerta ao prefeito, o grupo de professoras passou o dia na Câmara Municipal buscando apoio de vereadores para um diálogo com o prefeito. Na sua última fala sobre o assunto, o prefeito José Antônio disse que vai se manifestar sobre o que é possível ser feito somente no dia 7 de outubro.
Alem de enquadramento no Plano de Carreira, as professoras reivindicam remuneração por horas atividade. Atualmente, a professora em creche que faz 40 horas semanais ganha cerca de 800 reais. Se atendida a reivindicação, passariam a receber cerca de R$ 1.024,00.
