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Wendel Luís Cândido, presidente do Iporá Raça Jovem, e Cleudes Borges, o Tetê, presidente da Liga Desportiva Iporaense, entraram em rota de colisão nesta semana. Trocaram acusações em emissoras de rádio da cidade. Os dois falaram também com o Oeste Goiano.
Wendel, presidente de um dos 10 times que disputam o Amadorão, mostra um documento pelo qual pagou para o presidente da Liga Desportiva Iporaense uma taxa de cem reais para que em um jogo onde era mandante, no Estádio Ferreirão, houvesse policiamento. Conta Wendel que Tetê, inclusive, lhe disse que a taxa seria de cento e oitenta reais, mas que conseguiria que houvesse esse policiamento pelo valor inferior, de apenas cem reais. O presidente do Iporá Raça Jovem pagou a taxa e recebeu documentação da Liga, na qual estava incluída também a taxa de arbitragem.
Após isso, Wendel disse que foi informado de que a PM não cobrara para fazer policiamento naquele jogo. Então para que os cem reais? Pergunta ele? Cleudes Borges, o Tetê, presidente da Liga Desportiva Iporaense, falou ao Oeste Goiano que os cem reais foi usado para compra de água e refrigerante para o policiamento do dia do jogo. O presidente da Liga é categórico em afirmar que não comete erros. Sobre a questão de policiamento diz que paga-se a PM quando a quer presente em partida de futebol, sem se afastar do local, para atuação de forma exclusiva. E conta que, quando não se paga o policiamento militar, esta deixa o estádio, se for chamada para alguma outra ocorrência.
Tetê se defende atacando Wendel
O presidente da Liga Desportiva complementa a sua defesa com um ataque o presidente do Iporá Raça Jovem. Faz a afirmação de que Wendel Luís Cândido não prestou conta de um recurso público que recebeu recentemente da Agência Goiana de Esportes e Lazer (AGEL). Outra acusação do dirigente da liga ao presidente do clube é de que este não teria dado assistência ideal para um atleta de sua escolhinha que foi fazer um período de teste em um clube, fora do Estado.
A reportagem do Oeste Goiano vai procurar Wendel Luiz Cândido para que ele comente sobre essas acusações.
O OG falou com a PM sobre o assunto
A reportagem do Oeste Goiano indagou no quartel sobre os critérios para policiamento em estádios. As informações fornecidas são as mesmas que foram repassadas pelo presidente da Liga, Cleudes Borges (Tetê). De fato, o pagamento é feito quando o policiamento é exclusivo para o evento esportivo, sem sair do estádio. Nos casos em que solicita-se a PM, mas sem pagamento, a ação dos militares está sujeita ao atendimento no mesmo horário, se necessário, de outras ocorrências. O pagamento para a PM é feito em depósito direto em conta do Estado, em dia útil, antecipado e dentro do horário de expediente bancário. Para o jogo em questão, no dia 24 de fevereiro, no Estádio Ferreirão, entre Iporá Raça Jovem X Portelândia, não houve pagamento de taxa.
Documento pelo qual o Ipora Raça Jovem pagou para a Liga por policiamento. O dinheiro não chegou à PM. Presidente da Liga diz que usou o recurso para compra de água e refrigerantes para policiais durante a partida