Sábado à noite é hora de lazer. É neste momento que famílias escolhem os lugares mais agradáveis para se divertir. Esta reportagem esteve na noite de sábado passado no Lago Pôr-do-Sol de Iporá. Vimos um lugar quase abandonado. Só um bar funcionava.
Quando inaugurado, em 1996 e nos anos seguintes, o Lago Pôr-do-Sol foi o local preferido dos passeios dos iporaenses. Muitos eventos eram sediados no local, mesmo fora das datas mais marcantes: Reveillon, Carnaval, etc… Haviam os eventos menores. Bares que faziam programação.
O tempo passou. O Lago Pôr-do-Sol foi esvaziando de interesse… Só é muito importante ainda nas datas de grandes eventos. Para o dia-a-dia do iporaense ficou bem menos importante… Para as caminhadas do final de tarde ainda desperta o interesse de muitos. Na sua estrutura física o Lago ainda é de muito valor: belo, amplo e possível para bons momentos na vida de cada um. Está até melhor com as obras da segunda margem, onde os espaços de esporte são muito frequentados.
Mas a primeira margem (a dos bares) está meio esquecida. Na noite de sábado passado, 7, falando com Alceu Canjerana, o único que estava com o estabelecimento aberto naquele dia, este nos confirmou que a primeira margem do Lago, de fato, atualmente deixa a desejar… Ele disse-nos que aquele momento era singular: fazia frio e estávamos na ressaca da Pecuária, daí um movimento menor… Mas o lago está mesmo esquecido pelas famílias iporaenses, admite ele.
Alceu Canjerana diz que sua clientela de espetinhos é fiel e nada tem a reclamar quanto ao seu negócio. Mas quanto ao pouco movimento no geral, ele atribui isso à uma falta de fiscalização da Prefeitura para com o Lago. Ele acredita que a prática de som automotivo foi causa para afugentar com os frequentadores. “A maioria das pessoas querem vir para cá para beber e conversar e o som automotivo desenfreado e sem fiscalização fez a maioria deixar de frequentar o lago”, afirma Alceu Canjerana. De sua parte, dentro da sua área, ele proibe o som automotivo. Tem placa anunciando essa regra. Mas os outros comerciantes não tiveram esse cuidado e, por causa de uns poucos que gostam de muito barulho, o Lago perdeu a grande clientela… Atualmente, só uns 5 donos de bares estão abrindo regularmente seus estabelecimentos.
Para recuperar o Lago como local de grande frequência das famílias, Alceu Canjerana sugere a intervenção da Prefeitura, com a colocação, por exemplo, de um som ambiente, baixo, com caixas dispersas na área e uma boa programação musical, boa locução e até mensagens publitiárias que pagam essa conta. “O Lago tem jeito de voltar a ser o local preferido das famílias, basta querer e agir”, diz Alceu.
