Nós já noticiamos sobre a divisão do PMDB de Iporá, que certamente não estará unido na eleição deste ano em torno de um só nome para deputado estadual. Mas no PT esse tema “divisão” é mais gritante ainda. Embora menor, o partido consegue ser mais dividido ainda quanto a preferências por pré-candidatos a deputado estadual. Sem ter um nome local para ir a disputa, busca-se fora alternativas para a representação de Iporá na Assembleia Legislativa. E ao buscar fora os nomes, evidencia-se gritante divisão, pelo menos, em três grupos. Uma maioria tende a apoiar Joaquim Monteiro, vice-prefeito de São Luís de Montes e filho de Iporá e que, em outras duas eleições recentes, ficou em destacada suplência.
O petista Paulo Alves, primeiro suplente de vereador, lidera um outro grupo que já está definido pelo apoio para o projeto de reeleição do deputado Luís César Bueno, parlamentar que intensifica ações na região, já contando com apoio explícito de dois prefeitos vizinhos: Edinho, em Diorama e Sílvio Isaac, em Amorinópolis, ambos do PMDB, mas que preferem o petista, até porque está dentro do mesmo campo de alianças da pré-candidatura de Iris Rezende para governador.
Outro grupo do PT em Iporá é do vereador Valdeci Lima. Ele tende a apoiar o projeto de reeleição do deputado estadual Humberto Aidar. Alega que este é com quem melhor seu grupo do mandato popular se identifica. Sobre todas estas divisões o vereador Valdeci Lima diz que no PT isto não é de estranhar. Ele enfatiza que o Partido dos Trabalhadores é assim mesmo, feito de grupos e de tendências. Para ele, isso é normal e assim deverá ser, na eleição deste ano, quanto ao PT de Iporá. Alguns petistas ouvidos por esta reportagem disseram que a tendência no partido é uma liberação geral para que todos tenham liberdade de escolher o seu candidato a deputado estadual de preferência. Na noite de amanhã, sexta-feira, o PT tem reunião para tratar deste assunto.
