O www.santafest.com.br é site da cidade de Santa Fé de Goiás com noticias em geral. O site fala de eventos e aspectos gerais da cidade. Vale a pena conferir.
Neste endereço há relato sobre a situação do frigorífico de Santa Fé e de todo grupo.
Veja reportagem:
Pecuaristas que forneciam gado para o frigorífico Mataboi se reuniram com representantes da empresa. A proposta é que as vendas sejam retomadas, só que a maioria, que ainda tem dinheiro a receber, teme aumentar o prejuízo.
A preocupação dos fornecedores é evidente. O pagamento pelas vendas de fevereiro ainda não foi depositado e nem tem previsão para isso.
O criador Milton da Cunha tem R$ 410 mil para receber. O pedido para ele e os demais fornecedores foi o de manter o trabalho até que a empresa consiga elaborar um plano de recuperação e quitar o que deve.
“O frigorífico não funciona sem o gado só que ao mesmo tempo o produtor também não funciona sem o dinheiro do gado. É uma cadeia que está parada”, disse o criador Marcos Juabre.
A empresa tem até 150 dias para realizar uma assembleia geral e votar o plano de recuperação. Se não houver acordo entre as partes, o juiz pode decretar a falência do frigorífico e determinar a venda dos bens para o pagamento da dívida, que segunda a própria empresa gira em torno de R$ 400 milhões.
No mês passado, o frigorífico Mataboi parou as atividades em quatro unidades nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. G1
Frigorifico Volta Abater
Depois de paralisar as atividades de suas unidades de abate de bovinos na última semana, o Mataboi, que pediu recuperação judicial na terça-feira, planeja retomar “paulatinamente” as operações. Segundo Rubens Vicente, diretor administrativo e de marketing da companhia, a planta de Araguari (MG) voltou a abater animais ontem. O Mataboi tem ainda fábricas nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Além de suspender abates por falta de capital de giro, a empresa demitiu 900 de seus 3 mil funcionários na última semana.
Com dívidas de cerca de R$ 360 milhões – principalmente com bancos -, o frigorífico se juntou à lista de outras 10 empresas do segmento que pediram recuperação judicial no país desde 2009. Entre as principais que tiveram o pedido de recuperação aprovado estão Independência, Frialto, Quatro Marcos, Arantes Alimentos e Frigol.
No pedido de recuperação, apresentado à comarca de Araguari, o Mataboi afirma que solicita a proteção contra a falência “para viabilizar a superação de sua passageira crise econômico-financeira”. Como outros frigoríficos de carne bovina que recorreram ao instrumento, o Mataboi responsabiliza também a crise financeira mundial de 2008 – que secou o crédito para vários setores – e a redução da oferta de bovinos para abate pelas dificuldades que levaram ao pedido de recuperação.
Mas, segundo o Mataboi, nada “foi mais nocivo à empresa e ao ramo frigorífico como um todo quanto a ação agressiva da concorrência”, referindo-se, sem citar nomes, a frigoríficos como JBS e Marfrig. Júlio Mandel, advogado que representa a empresa, afirma que grandes grupos frigoríficos receberam dinheiro público para investir em suas operações, o que não ocorreu com o Mataboi.
De acordo com a empresa, fundada há 60 anos, bloqueios de recursos – por instituições financeiras – em sua conta bancária recentemente agravaram a situação.
Com capacidade de abate de 2.800 animais por dia em suas unidades, o Mataboi faturou R$ 1,158 bilhão ano passado. Além de atuar com venda de carne bovina no mercado doméstico, a companhia também exporta para países da Europa, Oriente Médio, Ásia e África.
Diante do pedido de recuperação do Mataboi, Luciano Vacari, superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), voltou a defender que os pecuaristas só vendam gado à vista para evitar calote. “Isso [pedido de recuperação] só acontece por problema de gestão e porque não foram atendidos pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – que continua com a política de só beneficiar as grandes empresas como JBS e Marfrig”, disse o superintendente da Acrimat em nota. Fonte (Pequaria.com.br)