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Métodos Efetivos de Higienização de Prótese Implantossuportada

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIBRAS RIO VERDE

CURSO DE ODONTOLOGIA

LAYLA LUANA NUNES PEREIRA

MÉTODOS EFETIVOS DE HIGIENIZAÇÃO DE PRÓTESE IMPLANTOSSUPORTADA: Relação com Peri- implantite uma revisão sistemática

RIO VERDE
2024
LAYLA LUANA NUNES PEREIRA

MÉTODOS EFETIVOS DE HIGIENIZAÇÃO DE PRÓTESE IMPLANTOSSUPORTADA: Relação com Peri- implantite uma revisão sistemática

Artigo científico apresentado à Banca Examinadora do curso de Odontologia, do Centro Universitário Unibras Rio Verde, como exigência parcial para obtenção do título de Bacharel em Odontologia.

Orientadora: Prof. Adrielly Katrine Tozetto Morais Muto

RIO VERDE
2024

LAYLA LUANA NUNES PEREIRA

MÉTODOS EFETIVOS DE HIGIENIZAÇÃO DE PRÓTESE IMPLANTOSSUPORTADA: Relação com Peri- implantite uma revisão sistemática

Artigo científico apresentado ao Centro Universitário Unibras Rio Verde como exigência parcial para obtenção do título de bacharela em Odontologia. Sob orientação da Profª. Adrielly Katrine Tozetto Morais Muto. Aprovada em ____de ____________de 2024.

BANCA EXAMINADORA


Profª. Adrielly Katrine Tozetto Morais Muto (orientadora)
Centro Universitário Unibrás Rio Verde


Prof. (membro 1)
Centro Universitário Unibrás Rio Verde


Prof. (membro 2)
Centro Universitário Unibrás Rio Verde

MÉTODOS EFETIVOS DE HIGIENIZAÇÃO DE PRÓTESE IMPLANTOSSUPORTADA: Relação com Peri- implantite uma revisão sistemática

Layla Luana Nunes Pereira
Adrielly Katrine Tozetto Morais Muto

RESUMO

A Peri-implantite é um processo inflamatório que afetas os tecidos ao redor do implante que já se encontra osseointegrado, resultando a perca do tecido ósseo de suporte. As infecções Peri – implantares tem similaridade com as doenças periodontais, tendo um potencial em transmissão de patógenos periodontais para os implantes. Tendo a sua etiologia multifatorial e dentre os fatores de risco estão o tabagismo, diabetes mellitus e habito de bruxismo. Por tanto é de extrema importância detectar em qual estágio se encontra a doença para ser planejado um tratamento a ser usada.

Palavras-chave: Peri-implantite. Periodontite. Implante.
ABSTRACT
Peri-implantitis is an inflammatory process that affects the tissues around the implant that is already osseointegrated, resulting in the loss of supporting bone tissue. Peri-implant infections are similar to periodontal diseases, having the potential to transmit periodontal pathogens to implants. Its etiology is multifactorial and among the risk factors are smoking, diabetes mellitus and bruxism. Therefore, it is extremely important to detect the stage of the disease in order to plan a treatment to be used.

Keywords: Peri-implantitis. Periodontitis. Implant.

1 INTRODUÇÃO
Com a descoberta da óssea integração por Per Ingvar Bränemark nos anos 60, os implantes esta sendo uma prática muito utilizada para a reabilitação de pacientes totalmente desdentados e parcialmente desdentados (OLIVEIRA; ALCANTARA; JUNIOR, 2017; SOUSA et al., 2009). Junto com a descoberta dos implantes, surgiram as próteses implanto-suportadas criando melhores condições funcionais e estéticas. Mesmo tendo altas taxas de sucesso existe a preocupação dos profissionais sobre as falhas que podem ocorrer. Algumas delas estão as doenças Peri – implantares (OLIVEIRA; ALCANTARA; JUNIOR, 2017; POMPA et al., 2009; SOUSA et al., 2009; POLO et al., 2011).

A Peri-implantite é definida por uma inflamação dos tecidos de suporte do implante ósseo integrado e em função. Sendo assim podendo ocorrer inflamação decorrente do acúmulo de biofilme no sulco Peri – implantar, não sendo tratada podendo a evoluir para mucosite e perda óssea (ROMEO et al., 2016; OLIVEIRA; ALCANTARA; JUNIOR, 2017; POMPA et al., 2009; OLIVEIRA et al., 2015; POLO et al., 2011; FARIAS; FREITAS, 2017).

Existe uma grande semelhança entre a doença periodontal e a doença Peri – implantar, o que sugere que o diagnóstico e tratamento das patologias Peri – implantares seguindo as mesmas diretrizes de exame clínico e tratamento das doenças periodontais (MONTEIRO; MOREIRA; 2011; ROMEO et al., 2016; POMPA et. al, 2009).

Sabendo-se que a etiologia é multifatorial sendo assim os principais fatores etiológicos que são a presença de periodonto patógenos juntamente com a resposta do hospedeiro, também tendo a sobrecarga oclusal (ROMEO et al., 2016; AZOUBEL et al., 2009; POLO et al., 2011; FARIAS; FREITAS, 2017).
Os fatores de risco associados à Peri-implantite são: tabagismo, bruxismo, cargas oclusais excessivas, Diabetes mellitus, traços genéticos, consumo de álcool, precária higiene bucal, medicações, doenças locais, comprimento extremo de implantes, diferentes superfícies de implantes, localização do implante, falta de experiência e destreza do profissional (ROMEO et al., 2016; POMPA et al., 2009; AZOUBEL et al., 2009; SOUSA et al., 2009; JUNIOR; HADAD; WEINFELD, 2009).

Vários tratamentos de peri-implantite são indicados, como por exemplo a descontaminação da superfície do implante com substâncias antimicrobianas, aplicação local e uso sistêmico de antibióticos, terapia fotodinâmica, laser terapia, as cirurgias ressectivas e regenerativas e a explantação. Esses tratamentos ajudam a diminuir o número de bactérias nas bolsas Peri – implantares sendo assim vindo a melhorar as condições clínicas dos tecidos moles e duros ao redor do implante ósseo integrado e, com isso aumentar sua duração. (ROMEO et al., 2016; OLIVEIRA; ALCANTARA; JUNIOR, 2017; POMPA et al., 2009; OLIVEIRA et al., 2015; POLO et al., 2011; SOUSA et al., 2009; FARIAS; FREITAS, 2017)

2 METODOLOGIA

Este estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica que consiste em uma análise de artigos acadêmicos, com bases de dados da plataforma Googlee Google Acadêmico.

Serão selecionados artigos a partir de 1994 a 2018 com temas que são relacionados com Etiologia e Tratamento da Peri-implantite, artigos completos.

A pesquisa foi realizada no idioma nacional, de modo a utilizar as seguintes palavras- chaves: Prótese implantossuportada, higienização, Peri-implantite, controle de infecção e saúde bucal.

3 REVISÃO DA LITERATURA

A Peri-implantite, tem o termo proposto por Mombelli (1997) como uma alteração patológica dos tecidos Peri – implantares.

Assim como ocorre em dentes a placa bacteriana pode se desenvolver nos implantes, e causara uma resposta do hospedeiro, gerando um processo inflamatório na mucosa Peri – implantar. Se não for tratada, a inflamação pode avançar apical mente e resultando em perdas ósseas, caracterizando a Peri-implantite, podendo levar a perca do implante (ALBREKTSSON; ISIDOR, 1994; RODRIGUES, 1998; GEORGIEV, 2009; SHIBLI, 2003; MOMBELLI, 1997; BOTTINO et al., 2005; POMPA et al., 2009; QUIRYNEN; TEUGHELS, 2003; OLIVEIRA et al., 2015).

A Peri-implantite é caracterizada pela migração apical do epitélio juncional e exposição das roscas do implante ao ambiente oral, gerando bolsas Peri – implantares (HAYEK et al., 2005; MAROTTI et al., 2008).
Tendo o sucesso dos implantes ao longo prazo depende, sendo necessário analise da saúde dos tecidos Peri – implantar e de sua osteointegração (Martins ET AL, 2011).

Com os aumentos das instalações de implantes, já notamos o aumento também do número de complicações biológicas, sendo associadas aos implantes, e a doença Peri – implantares (DPI) (HEITZ-MAYFIELD, 2008; MISCH, 2008).

Na literatura está sendo visto em alguns fatores que pode acelerar ou causar as doenças Peri – implantares, como por exemplo, a má higienização podendo ser aliada ou não com as conexões protéticas mal adaptadas, doenças periodontais, cigarro, doenças sistêmicas e entre outros. Para ser estabelecido um tratamento é necessário ter um diagnóstico de mucosite ou Peri-implantite. Mucosite é um termo utilizado para ser descrito as reações inflamatórias reversíveis na mucosa adjacente (ALBREKTSSON&ISIDOR 1994).

A cirurgia ressectiva visa reduzir a profundidade de sondagem e 18 obterem uma morfologia tecidual favorável à higiene, almejando a saúde Peri – implantar (ROMEO et al., 2011). A terapia regenerativa visa à recuperação do osso de suporte perdido com o aumento vertical da crista óssea, utilizando as técnicas de enxertia e regeneração óssea guiada, que, ao longo do tempo, demonstraram resultados efetivos no tratamento da Peri-implantite (SCHOU et al., 2003a; SCHOU et al., 2003b; LINDHE; KARRING; LANG, 2005).

3.1 MODALIDADES DE TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERI – IMPLANTAREM

O tratamento das doenças Peri – implantarem concentra-se na redução da carga bacteriana e consequente controle da infecção, e pode variar dependendo do diagnóstico (mucosite ou Peri-implantite), uma vez que a mucosite Peri – implantar pode ser resolvido apenas com o tratamento não cirúrgico. Os tratamentos propostos para a doença Peri – implantar é baseado em tratamento da periodontite. Técnicas cirúrgicas e não cirúrgicas têm sido desenvolvidas para o tratamento da peri-implantite. Como em doenças inflamatória, quanto mais precoce for o diagnóstico a respectiva de intervenção, sendo assim tendo um melhor resultado (Rosen et al., 2013). O tratamento da mucosite Peri – implantar previne a evolução para Peri-implantite (HEITZ-MAYFIELD, 2008; LANG ET AL., 2011; ZEZA E PILLONI, 2012).

O objetivo primário do tratamento da mucosite é semelhante ao da Peri-implantite. Ambos tendo a mesma pretensão da remoção do biofilme da superfície do implante, de modo a controlar a infecção e prevenir a progressão da doença (Rosen et al., 2013).

Os autores Tagliari, Takemoto, Andrade (2015) revisaram a literatura a fim de descrever os possíveis tratamentos para a Peri-implantite. O profissional terá como opções de tratamento não cirúrgico ou cirúrgico. Classificando os tratamentos de A ate D, de acordo com a extensão da progressão da doença peri-implantar. Segundo sua pesquisa, acabou indentificando quatro protocolos de acordo com a gravidade e extensão da doença: A. Desbridamento mecânico; B. Terapêutica antisséptica; C. Terapêutica antibiótica; D. Cirurgia ressectiva e Cirurgia regenerativa.

A) Desbridamento mecânico: terapia não cirúrgica: implantes mecanicamente higienizados utilizando instrumentos sendo rotatórios ou manuais e pasta de polimento. Geralmente são utilizadas curetas de plástico para remover depósitos ao redor do implante. Sempre observar os implantes se contem evidencia de acúmulo de biofilme ou cálculo; se o tecido peri-implantar esta inflamado; sem supuração; profundidade de sondagem 3 mm. Contendo evidencia de acumulo de biofilme ou calculo deve ser feito a higienização sobre a superficie dos implantes mecanicamente por meio de instrumentos rotatórios ou manuais e usar pasta de polimento e curetas de plástico (TAGLIARI et. al, 2015).

B) Terapêutica antisséptica: Permite reduzir a colonização de bactérias na bolsa peri-implantar por meio da associação de antissépticos/antibióticos também chamada de terapia antimicrobiana. A associação da terapêutica A + B ocorre em situações que além de apresentarem placa bacteriana e sangramento sendo feito a sondagem, apresentando uma profundidade de sondagem entre 4 a 5 mm e a supuração pode ou não estar presente (TAGLIARI et. al, 2015).

C) Terapêutica antibiótica: Nos locais de implantes contendo sangramento à sondagem e com valores de profundidade de sondagem 6 mm, em que a supuração pode ou não estar presente, a lesão parece ser evidente radiograficamente mas com uma perda óssea 2 mm (TAGLIARI et. al, 2015).

D) Tratamento Cirúrgico: D1 – Tratamento cirúrgico: cirurgia ressectiva: Esse tratamento consiste na eliminação da bolsa e processos inflamatórios por meio da implantoplastia do desbridamento em campo aberto, do nivelamento dos defeitos ósseos peri-implantares e/ou posicionamento apical do retalho se necessário (TAGLIARI et. al, 2015).

D2 – Tratamento cirúrgico: cirurgia regenerativa: A terapia regenerativa visando a recuperação do osso de suporte perdido com o aumento vertical da crista óssea, utilizando-se as técnicas de enxertia e regeneração óssea guiada (TAGLIARI et. al, 2015).

Foi concluido que a doença peri-implantar tem etiologia multifatorial e o biofilme bacteriano possui microbiota subgengival semelhante aos tecidos periodontais e aos peri-implantares. O tratamento cirúrgico apresenta melhores resultados no tratamento da peri-implantite quando comparado a abordagens não cirúrgicas, porém esse tratamento deve estar sempre associado a procedimentos terapêuticos dependendo da gravidade e da extensão da lesão.

3.2 ATUAÇÕES DO CIRURGIÃO DENTISTA

Sabendo-se que o sucesso do implante está ligado ao controle eficiente de placa, este étido como fator de risco na instalação de próteses sobre implante, visto que pode haver influência na capacidade do paciente de fazer a limpeza mecânica do local. Esses fatores devem ser considerados nas decisões protéticas, a fim de facilitar a higiene bucal. Dever dos Cirurgiões-dentistas educarem o paciente no controle adequado da placa, assegurando o estabelecimento de manutenção da saúde peri- implantar (ROSEN et al., 2013).

Os protocolos têm sido relacionados a problemas fonéticos, em razão da distância entre a mucosa e a prótese, sendo considerado como a maior dificuldade para a fala, o que pode resultar em baixa satisfação do paciente. “Minimizar essa lacuna, leva a deficiência de procedimentos higiênicos”; entretanto, estudo sobre satisfação mostrou que pacientes escolheriam novamente a prótese protocolo para o tratamento de edentulismo (MERTENS; STEVELING, 2011, p.464).

Uma das maiores queixa de pacientes identificadas na experiência relacionada às próteses fixas sobre implantes, consistindo uma dificuldade de higienização, sendo assim confirmando que a dificuldade de auto-higiene se caracteriza como um estado de desconforto ao paciente portador de aparelhos protéticos sustentados por implantes (GRACIANO et al., 2015).

Considerando que a cavidade oral se caracteriza como um ecossistema biológico no qual os microrganismos convivem harmoniosamente com o indivíduo são possíveis pensar em uma interferência em seu equilíbrio a ser causada pelas próteses dentárias, com consequências clínicas e subclínicas de patologias que resultam da associação da prótese com microrganismos (ARAÚJO; CRUZ; MENESES, 2016).
As dificuldades encontradas na higienização da prótese dentária, por conta das características anatômicas que possui e ainda pelas microporosidades inerentes às resinas acrílicas evidenciam de forma significativa o quanto é necessária a limpeza diária e adequada das próteses, mantendo a saúde oral (GONÇALVES et al., 2011).

Em relação dos casos de prótese protocolo, informa Cerbasi (2010, p.54) que: “O biofilme se deposita ao redor dos implantes e desencadeia a resposta do hospedeiro. A placa, ficando acumulada por muito tempo promove a peri-implantite, afetando o osso de suporte ao redor do implante”.

A manutencao das próteses respectivas sobre eles constitui-se em um importante fator para a longevidade e efetividade do tratamento mantendo sempre em ordem nas consultas (GRACIANO et al., 2015).

A preocupação da higienização de próteses dentárias deve ser em diferentes próteses, sendo elas totais ou parciais removíveis, visando à prevenção de doenças bucais. Segundo Barcellos et al. (2017) uma reabilitação que apresente resultado insatisfatório, sua causa pode ser associada à danificação de tecidos de suporte da prótese, por conta da má adaptação e má higienização, sendo causada lesões bucais nos tecidos de suporte.

Segundo Fonseca, Areias e Figueiral (2007, p.142), a placa microbiana cria-se na superficies de uma prótese da mesma forma que nas estruturas orais. Na avaliação do grau de higiene oral e protética “a quantidade de placa microbiana acumulada é um dos indicadores mais utilizados”. “Quando não são higienizadas corretamente as próteses se tornam focos de infecção acarretando em patologias na mucosa oral tais como: a hiperplasia papilar inflamatória, estomatite protética e a candidíase crônica” (ARAÚJO; CRUZ; MENESES, 2006, p.18).

3.3 COMO FAZER A HIGIENIZAÇÃO CORRETA DE IMPLANTES E PROTOCOLOS ESCOVAS DENTAIS, INTERDENTAIS E PASSA-FIO

As escovas interdentais podem ser indicadas para pacientes com dificuldade em utilizar o fio dental. É recomendada para pacientes que possuam espaço suficiente para sua utilização. Essas escovas são pequenas e disponíveis em diâmetros variáveis, com filamentos de nylon, concebidas especialmente para limpeza entre os dentes e entre o pôntico e os tecidos de suporte. Este tipo de escova pode se apresentar com uma porção central revestida de plástico ou nylon para que não venha estragar a superfície do implante. O especialista deverá recomendar o tamanho e a forma mais indicada para o seu paciente (SISON et al., 2003).

A utilização do fio dental associado à escovação manual, por removerem a placa bacteriana significativamente melhor do que a utilização da escova isoladamente, estudos apontam que as escovas elétricas são mais efetivas na qualidade de higienização para alguns pacientes, quando comparadas com a escovação manual (COSTA et. al, 2007).

No que tange a remoção da placa bacteriana entre implantes, outro material que pode ser utilizado é o passa fio ou superfloss (ORAL-B, P & G, OHIO, EUA) um passa fio com uma porção de fibras esponjosas que podem limpar as superfícies interproximais. Este tipo de fio, assim como similares tem efeito benéfico na redução de placa bacteriana, tanto nas próteses fixas convencionais como nas implanto-suportadas. A utilização de aparelhos de irrigação é uma boa opção, por exemplo o aparelho WaterPik (TELEDYNEWATERPIK, CO, EUA), que auxilia na eliminação e remoção de detritos e resíduos alimentares (BOTTINO et al. 2006).

3.3.1 Enxaguante bucal (Controle Químico)

A clorexidina pode ser aplicada com o auxílio de um cotonete ou uma bolinha de algodão em torno dos componentes. O seu uso deve ser consciente e administrado com segurança, lembrando-se de dar um intervalo de aproximadamente 30 minutos antes ou depois da escovação, pois os componentes do creme dental podem inativar o potencializar a ação da clorexidina. Apesar da eficácia do produto, o uso prolongado pode levar ao manchamento dos dentes adjacentes e das próteses e interferir no paladar do paciente (CORBELLA et al., 2011).

A escovação é semelhante à realizada nos dentes. A higienização é muito importante para que se possa prevenir o aparecimento de patógenos que podem rapidamente destruir os tecidos Peri – implantares (SANTIAGO JUNIOR et al., 2013).

A melhor alternativa para controlar as doenças Peri – implantares é a conscientização do paciente em relação à prática diária da higienização e que o paciente realize os controles periódicos com o seu dentista. As escovas macias, o fio dental, e escovas inter-dentais podem ser utilizadas. Em locais com maiores dificuldades de acesso, a utilização destas escovas emergidas com antissépticos bucais, também é relevante (BANNWART et al., 2012).

O dentista e o técnico de laboratório devem priorizar a elaboração de uma infraestrutura sobre implante para higienização através de escovas interdentais ou uni tufo. Os retornos de revisão dos pacientes que executa a higienização excelente podem ser espaçados. Entretanto para os pacientes com deficiente controle de higienização, as consultas devem ser intensificadas (SANTIAGO JUNIOR et al., 2013).

3.3.2 Controle de Manutenção

Além da orientação de higienização dos dentes pilares e da prótese, o paciente deve ser orientado aos retornos periódicos, devem ser de aproximadamente a cada seis meses para avaliar a retenção, higienização e a necessidade de reembasamento das próteses. Esse controle posterior à instalação das próteses deve ser uma etapa importante e periódica e sempre realizada de forma criteriosa e rigorosa. Também é importante realizar a evidenciação de placas, para que o dentista tenha uma boa percepção da higiene do seu paciente e também para que o próprio paciente consiga visualizar a sua condição bucal (PRADO et al.,1998).

Tendo algum foco de infecção for detectado, será necessária uma terapia periodontal com curetas de teflon específicas para Peri-implantites. O uso do fio e escova dental também deve ser bem reforçado nessa fase (CORTELLI et al., 2010).

As curetas plásticas ou de teflon para a limpeza das superfícies dos implantes, sempre realizando os polimentos com taças de borracha e pasta pouco abrasiva (sem fluoretos ácidos). Fazendo o uso comum utilizando também o jateamento supra gengival, irrigações subgengivais de clorexidina 0,12%, removedores de cálculo dental do tipo ultrassônico com pontas em plástico (BONACHELLA et al., 2002).

4 CONCLUSÃO

A alta incidência de processos sobre Peri-implantite é um processo Inflamatório que pode afetar os tecidos ao redor dos componentes do implante ósseo integrados, onde pode resultar perca de osso do suporte, considerando uma infecção que pode ser causada por patógenos conhecida como à doença periodontal.

O tratamento da Peri-implantite pode ser feito através da higienização oral, destoxificação da superfície implantar, realizando usos deantimicrobianos e terapias ressectivas e regenerativas. A necessidade de um tecido saudável ao redor dos implantes ósseo integrados é essencial para que possa obter um resultado de sucesso ao longo prazo.

Pode ser que vários fatores promovem as causas de perda óssea Peri-implantar como, por exemplo: distância interimplantes, doença periodontal, sobre carga oclusal, espaço na interface pilar/implante, qualidade do tecido mole Peri-implantar, relação coroa/implante, localização de a junção pilar implante e outros que possa gerar uma série de conflitos quanto ao uso.

É necessário ainda, uma análise dos fatores de risco que podem estar associados à prevalência da Peri-implantite podendo incluir tais como: histórico de doença periodontal, tabagismo, diabetes, fatores genéticos, sobrecarga oclusal, controle de placa deficiente, ausência de mucosa ceratinizada e características do implante, tal como o tipo de superfície. Tendo em vista a formação do biofilme bacteriano que é uma condição para haver o desenvolvimento de infecções ao redor dos implantes e tendo um papel importante na progressão das doenças Peri-implantarem,

Assim, tendo problemas etiológicos que pode ser algo ruim para a Peri-implantite tendo questões relativas também aos cuidados individuais dos pacientes habilitados nestes casos odontológicos que massificam na agregação desses problemas, podendo desencadear problemas sérios por conta do mal cuidado do próprio paciente e a falta de frequência ao consultório e a higienização bucal que deve ser feita diária.

REFERÊNCIAS

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