
O Ministério Público de Goiás (MPGO) ajuizou ação de improbidade administrativa contra a prefeita de Iporá, Maysa Peres Cunha Peixoto, por atrasos reiterados no repasse ao Ipasgo Saúde de contribuições descontadas da folha de pagamento dos servidores municipais. A ação foi assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Piauhi Peñaranda e é resultado de apurações iniciadas após representação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Iporá (Sindiporá).
Segundo o MPGO, embora os descontos fossem realizados regularmente nas remunerações dos servidores, os valores não eram repassados ao Ipasgo dentro dos prazos. Os atrasos teriam se tornado reiterados a partir de outubro de 2025, chegando ao inadimplemento total das competências de abril e maio de 2026. O município acumula débito de R$ 1.345.906,84 com a autarquia, afetando cerca de 1.038 beneficiários vinculados ao convênio.
Os atrasos teriam gerado juros e multas contratuais, com prejuízo calculado em ao menos R$ 145.952,81 até 7 de julho de 2026 — valor que segue crescendo enquanto a inadimplência persistir.
O MP pede a indisponibilidade de bens da prefeita, ressarcimento integral ao erário, multa civil de R$ 145.952,81, indenização por dano moral coletivo de R$ 291.905,62, perda da função pública e suspensão dos direitos políticos. A ação ainda será apreciada pelo Judiciário. A reportagem busca posicionamento da defesa da prefeita e da Prefeitura de Iporá.