Oeste Goiano Notícias, mais que um jornal.
Oeste Goiano Notícias, mais que um jornal.

PUBLICIDADE:

Vitorino e Rita, pioneirismo que somou muito em Iporá!

Mais um trecho que aborda sobre pioneirismo na região. Desta vez o livro de Valdeci Marques, A FORMAÇÃO DA SOCIEDADE IPORAENSE, traz sobre casais de baianos vindos de Barreiras.

Vitorino Marques de Araújo e Rita Francisca de Araújo e mais Romão Amaro e Maria Cândida foram dois casais que somaram ao povoado da terra iporaense. Essa migração foi correlata porque são da mesma região da Bahia e são parentes: Vitorino é primo de Romão Amaro e as duas esposas são irmãs. Vitorino e Rita foi um casal que chegou na região de Iporá por volta do ano de 1950, se estabelecendo na Fazenda Taquari, onde compraram uma terra de 17 alqueires, compra feita em duas etapas, tendo sido glebas de Geraldo Mineiro e Nego Fernandes. A vinda da família tinha uma origem na Bahia, na cidade de Barreiras. Era o ano de 1923 quando eles adentraram Goiás. Antes que estes viessem, ascendentes também passaram por esta região. Francisco Marques e Clara eram os pais de Vitorino e foram os pioneiros na vinda para Goiás. Francisco Marques era tropeiro que andou por essa região a fazer negócios. Depois desapareceu. Quem ficou decidido a ficar foram os primeiros casais aqui citados. Ao virem os da geração seguinte, estiveram por um tempo em Nerópolis, onde nasceram alguns filhos. Naquela localidade, teve boas terras, mas percebeu problemas na documentação das mesmas e teve que deixar tudo para trás. Veio à esta região. O senhor Vitorino foi um fazendeiro respeitado na sua localidade, na Fazenda Taquari, com lavoura e criação de gado, as formas que tinha para criar a família. Tinha na terra lavoura e criação de gado. Um grande quintal com muitas frutas era local para os netos se divertirem nas férias da escola. Incentivou para que todos filhos estudassem e netos se destacam na sociedade local. Foi numerosa família, de filhos que vieram, alguns grandes e outros como crianças. Só o caçula (Argenor) nasceu nesta região. A filha mais velha é Arlinda (que se casou com João Gomes e tiveram os filhos Lúcia, Sindoval, Neuza, Silvam, Lourdes, Maria, João, Silvani, Marli e Wanderli). Outra filha é Idalina (que se casou com Oliveira e tiveram os filhos Valdeci, que é autor deste livro, o Valdion, que é ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-prefeito de Iporá, e mais os filhos Maria Rita, Maria Helena, Paulo, Oliveira Filho e Elias). O terceiro filho é Jorge, que se casou com Maria (filha do pioneiro José Bernardes) e tiveram os filhos Valtenes, Valteídes e Valdivino. Outra filha é Idalice (que se casou com José Januário, o Zeca, e tiveram os filhos Eliane, Elaine, James e Eliene). A Eliane, filha de Zeca e Idalice, casou-se com Lourival Pimenta, e dessa união nasceu o Rangel Pimenta, que foi eleito vereador em Iporá. Nasceu a Iraci, que se casou com Floriano (da família Leão e cuja história está em outro trecho deste livro) e tiveram os filhos Vera, Vanderlúcia, Vanderlene e Alberique). Maria, também filha dos pioneiros Vitorino e Rita, casou com Belchior e tiveram os filhos Jadir, Jaime, Edijaimes e Sirlene. O Edjaimes, filho da Maria e do Belchior, se casou com Divina Eterna da Silva e dessa união um dos filhos é o Moisés Victor Silva Magalhães, que chegou a vereador em Iporá. Nasceu ainda do patriarca Vitorino e Rita Francisca a Gercina (solteira) e o Argenor, que se casou com a Maria Leanda e tiveram os filhos Leandro e Mariza. Quanto ao pioneiro Romão Amaro, para chegar em Iporá, foi mais hesitante. Ao sair da Bahia, exatamente de Angical, fez quatro tentativas de residência: em Trindade, Nerópolis, Mato Grosso e Aurilândia. Romão Amaro, assim como Vitorino, também era homem da lida rural. Com um tio, ao sair da Bahia, onde havia muitas dificuldades na época, adentrou Goiás e era trabalhador de fazenda em fazenda, prestando serviço. Certa vez, na região onde habitava, fez uma visita a um fazendeiro numa possibilidade de conseguir serviço ou bater um papo. Esse fazendeiro era o viúvo Bartolomeu José dos Santos, que tinha uma filha, a Rita, que já namorava o Vitorino para um breve casamento que ia acontecer. Ao chegar aquele jovem, foi bem recebido. Senhor Bartolomeu estava de cabelos longos e pediu a ele que cortasse seus cabelos. Afirmou não saber fazer aquilo, mas o dono da casa insistiu e ele passou a cortar seus cabelos, enquanto conversavam. Os dois estreitaram uma intimidade no bate papo. Então senhor Bartolomeu disse ao jovem: – Romão, eu tenho duas filhas e quero que você case com uma delas. O visitante assustou e disse que não poderia, não tinha condições e dinheiro e que era apenas um trabalhador sem nada e de fazenda em fazenda. Foi quando Bartolomeu disse que isso não seria problema e que ele moraria em sua fazenda por um ano, trabalhando e tendo tudo que o novo casal precisasse. Então Romão aceitou e escolheu uma das filhas: Maria Cândida. Foram selar o casamento diante de um padre em Trindade no ano de 1929, com um duplo enlace na data. O viúvo casou duas de suas filhas, Rita e Maria Cândida, com dois primos que moravam naquela região. Tempos depois de viverem na fazenda de Bartolomeu, Romão e Maria Cândida mudaram para o município de Nerópolis, onde nas terras de um parente, o Tio Paulo, teve também apoio para começar a criar a família, uma vez que os filhos começaram a nascer. Por sonhar com diamante e riqueza, Romão Amaro resolveu ir para o Estado de Mato Grosso, onde foi garimpeiro por um ano e meio. Sem muita sorte por lá, voltou para Nerópolis, desta vez para dentro da cidade. Tempos depois, decidiram mudar para Aurilândia, onde chegou como trabalhador braçal de fazenda. A família de Romão foi acolhida pelo casal Antônio e Maria, de sobrenome Cruz. Filhos de ambas as famílias se relacionaram bem e surgiu um casamento entre eles. José Amaro, o filho mais velho de Romão, se casou com Joana, filha de Antônio. Outro filho se casou com moça daquela terra. Foi o João Amaro (Dú) que se casou com a Edina Francisca (Zica). Quando chegou o ano de 1951 houve fatalidade na família: a morte de Maria Cândida, a esposa de Romão, vitimada por complicações em um parto. Depois de curado do luto, Romão teve um breve relacionamento com Lúcia, com quem teve seu último filho: José Amaro, o Zé Vermelho. De posse de algum dinheiro pois era um homem muito trabalhador, Romão Amaro decidiu vir para a região de Iporá, onde já estava o seu primo Vitorino Marques. E resolveu vir também porque essa era uma região de garimpo e ele gostava muito disso, sempre sonhando em grande pedra preciosa. Conseguiu nesta região chamada Baliza comprar 5 alqueires de terras, adquiridos de Antônio Cândido, em localidade próxima ao primo. Na nova terra ele compartilhou uma vida de produtor rural e também de garimpeiro. Foi como produtor rural que fez fartura e acabou de criar a família. Doente e envelhecido, anunciou que queria ser enterrado na sua própria propriedade. Isso foi feito em 1975, ano de sua morte, com 70 anos de idade. O cemitério ainda existe, mas está todo cercado de lavoura de soja. Os descendentes relembram saudosos de Romão e Maria Cândida. São seus filhos: José (que se casou com Joana Lima), Joaquim (que se casou com Benedita, a Dida), Dorvalina (que se casou com Nelson, o Sôda), Divino (que se casou com Ana Rosa), João (que se casou com Edina Francisca, a Zica), Osmaro (que se casou com Dalvanice), Osvaldo (que se casou com Juraci Martins), Italina (que se casou com Manoel Rosa), Osmiro (que se casou com Sebastiana Paes), Ilda (que se casou com Braz Pereira) e José, o Zé Vermelho (que se casou com Jaci Batista). Nem todos moram na região de Iporá. Vale dizer que o tropeiro Francisco Marques, o primeiro da família a pisar em chão goiano, foi pai também de Cirilo, José (José Baiano) e Justina (Dona Baia). José Baiano (que se casou com Maria, a Lia, é pai do Vadim, muito conhecido em Amorinópolis. Paulo, irmão de Rita Francisca, se casou com Isaltina. O casal também veio para Goiás. São desse casal os filhos: Dora Rodrigues Oliveira, Maria Rodrigues dos Santos, Diorcina Rodrigues Gouveia, Dorvalino Rodrigues dos Santos e Urias Rodrigues dos Santos. Em Goiás, eles atuaram em várias atividades profissionais, empresariais ou na agropecuária. (Foto pág. 32, 61)

Compartilhar:

Para deixar seu comentário primeiramente faça login no Facebook.

publicidade:

Veja também:

.

No posts found
No posts found