OPINIÃO: Aumento de quiosques e outros fatos arruinaram local (Jane Marra)

24/12/2021
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Jane Marra da Fonseca Costa, que possui graduação em Pedagogia pela UEG e é funcionária da rede municipal de educação e atualmente no Campus de Iporá do IF Goiano, opina sobre o nosso espaço público, que é cartão postal, com observações bem pensadas sobre os problemas do local. Uma das observações que faz é sobre o erro em ter aumentado o número de quiosques. Diz ela: “no início havia poucas pessoas com os Quiosques, isso era bom pois era a lei da oferta e da procura. Quando o Lago trabalhava com poucos Quiosques era bem movimentado, frequentado”.


Veja a manifestação completa desta educadora:


Então o Lago faz 25 anos/ jubileu de prata 


O Lago Por do  Sol foi um empreendimento da prefeitura de Iporá que proporcionou e proporciona qualidade de vida as pessoas. Todos nós sabemos que com a construção do Lago, nós que somos da camada popular, tivemos onde passar o Réveillon, antes de existir o Lago o Réveillon era apenas no CRI, com reserva de mesa, isso segregava a sociedade. Diante de tantos depoimentos sobre o Lago Por do Sol eu tenho minha visão e minha opinião.


Então que ocorreu para que o Lago chegasse a esse ponto? Historicizando algumas lembranças do Lago Por do sol, no início havia poucas pessoas com os Quiosques, isso era bom pois era a lei da oferta e da procura. Quando o Lago trabalhava com pouco Quiosque era bem movimentado, frequentado.


Ao aumentar o número de Quiosque foram acontecendo algumas coisas negativas que foi perdendo o controle, fugindo da normalidade, podendo citar: a venda de bebidas alcoólicas para menores, atendimento até altas horas em dias normais, dentre outros. Havendo uma ruptura de seguimento.


Eu trabalhei diretamente na Secretaria Municipal de Educação Cultura Desporto e Lazer que é a Secretaria que o Lago está vinculado. Quando estive na secretaria de Educação ajudava na ornamentação do Lago para os carnavais, e para o Natal. O Lago já vivenciou muitos eventos renomados. Já tivemos uma feira aos sábados onde havia 25 pessoas que expunha seu talento ou culinária ou artesanato, não prosseguiu faltou política pública.


Na época que no pleito de política de prefeito entre, 2013 a 2016, foi projetado no Lago uma Brinquedoteca/ Biblioteca. com objetivo de dar qualidade de vida para as mães que faziam a caminhada, enquanto elas caminhavam, as crianças ficavam na brinquedoteca, ela funcionou entre outubro de 2013 a dezembro de 2016, na parte da biblioteca as pessoas poderiam pegar livro e também poderia fazer a troca da seguinte forma, a pessoa trocava dois livros por um.


Cuidar do Lago é algo que envolve tanto a sociedade que está ali para trabalhar e garantir o sustento, como o poder público. Envolve os comerciantes pois é mister deixar seu ambiente e adjacências limpo, envolve o poder público em zelar. E zelar envolve manter limpo, fazer jardinagem, podar, limpar, pintar, colocar areia nova.


Quem cuida do Lago precisa nomear as espécies árvores do Lago. O lago precisa de banheiros limpos organizados, de um regimento que normatize as vendas (por exemplo: cada Quiosque com uma linha de produto e proibir vendas de bebidas alcoólicas  à menores), ter horário estipulado de venda e funcionamento, contar com uma equipe da Polícia Militar fazendo rondas policiais periódicas. Precisa fazer parcerias com as instituições de Ensino Superior pois de lá sai os projetos. 


Quem sabe o Lago consegue chegar à excelência por esse caminho.

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*As manifestações de internautas não representam a opinião deste jornal e são de responsabilidade de quem as emitiu.

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