
Texto de Vilton Pereira
Para muitos, tia Adélia. Para nós, foi um anjo de amor e o verdadeiro colo de mãe em nossa noite mais escura. Quando a dor nos paralisou em 1964 — com meu pai, Adão, ficando paralítico aos 28 anos, ela e o esposo tio Elmiro (Elmiro Severino Barbosa, o Elmiro Quinzote)” iluminaram nossa vida. Hoje, devolvemos ao Pai essa mulher exemplar, com lágrimas de uma eterna gratidão.
Tia Adélia e seu esposo, Elmiro Quinzote, foram a providência divina caminhando entre nós. Em um momento onde o mundo parecia desabar, eles abriram os braços e o coração, acolhendo-nos sem medidas ou restrições, assim como faziam com qualquer alma aflita que cruzasse o caminho deles.
Ela foi o regaço seguro, a força e a doçura que fizeram a nossa família voltar a acreditar e a sorrir. Enquanto nos despedimos dessa mulher extraordinária que retorna aos braços do Criador, deixamos registrado o nosso muito obrigado. Hoje, mais do nunca, tenho a certeza de que anjos vivem entre nós.
Que seu descanso seja tão belo e acolhedor quanto tudo o que ela nos ensinou a viver.
