
Goiânia registrou queda de 0,42% na inflação em agosto, segundo a prévia do IPCA-15 divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (27). O resultado ficou próximo da média nacional, que recuou 0,40% no mesmo período. Apesar da redução mensal, a capital goiana segue com o maior índice acumulado em 12 meses entre todas as regiões pesquisadas pelo instituto: 5,39%, bem acima da média brasileira de 4,24%.
A queda em agosto foi puxada principalmente pelo barateamento da energia elétrica residencial, que recuou 6,14% na cidade. No acumulado de 12 meses, porém, a conta de luz subiu 20,72% em Goiânia, quase três vezes o resultado nacional de 7,39%, o que explica em grande parte o peso da inflação local no período.
Os alimentos consumidos em casa também contribuíram para a queda. Batata-inglesa ficou 27,62% mais barata em agosto; tomate caiu 24,24%; cenoura recuou 19,96%; e cebola baixou 7,94%. Em sentido contrário, leite longa vida subiu 2,25%, contrafilé avançou 2,04% e acém teve alta de 1,82%.
Os combustíveis também ficaram mais baratos: queda de 1,55% na gasolina e de 3,26% no etanol. Ainda assim, no acumulado de 12 meses, os combustíveis somam alta de 9,65% em Goiânia, segundo maior resultado entre as regiões pesquisadas, atrás apenas de Recife. A média nacional no período foi de 4,36%.
