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Defesa da prefeita em CPI com estratégia que não está clara

Comissão: Ricardo (relator), Viviane (presidente) e Cassio (membro)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal de Iporá para apurar supostas irregularidades envolvendo a prefeita Maysa Cunha segue avançando nos trabalhos. A comissão é composta pela presidente, vereadora Viviane Specian, pelo relator, vereador Ricardo Vital da Mota  e Cássio Lara, membro.

Durante entrevista coletiva concedida nesta semana, a presidente da CPI, Viviane Specian, fez um balanço dos trabalhos e informou que aproximadamente um terço do prazo de 90 dias previsto para a conclusão da investigação já foi cumprido. Segundo ela, a comissão continua na fase de instrução do processo, reunindo documentos e preparando a oitiva das testemunhas.

Um dos pontos que mais tem gerado comentários nos bastidores políticos de Iporá é a estratégia adotada pela defesa da prefeita. Inicialmente, Maysa Cunha não apresentou defesa dentro do prazo legal, o que levou a comissão a designar um defensor dativo para garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa. Posteriormente, a prefeita apresentou sua defesa fora do prazo, documento que acabou sendo aceito pela comissão.

Outro aspecto que tem chamado a atenção é a indicação de 39 testemunhas de defesa. A quantidade de pessoas relacionadas poderá ampliar significativamente a fase de oitivas, tornando mais complexo o andamento dos trabalhos da CPI. A estratégia tem despertado questionamentos e alimentado discussões entre lideranças políticas e moradores do município sobre os desdobramentos da investigação.

A Comissão Parlamentar de Inquérito foi instaurada para apurar supostas irregularidades atribuídas à chefe do Poder Executivo Municipal, quase todas acusações com relação a questões financeiras, omissão com relação a compromissos. Ao final dos trabalhos, a comissão apresentará um relatório com suas conclusões, que será submetido à apreciação do plenário da Câmara Municipal. Entre os desdobramentos previstos na legislação, caso sejam constatadas irregularidades, poderá haver cassação de mandato. Enquanto a apuração prossegue, a CPI continua sendo um dos assuntos mais debatidos em Iporá, com grande expectativa da população em relação às conclusões que serão apresentadas ao término dos trabalhos.

A prefeita tem evitado falar de CPI. Quando usa redes sociais diz que o trabalho prossegue, segundo ela, “reconstruindo Iporá”. Ela não fala que estratégia vai usar para se defender na CPI.

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