
A gestão da prefeita Maísa Cunha chega ao seu décimo sexto mês marcada por um cenário de instabilidade administrativa em Iporá. Mulher religiosa e bem intencionada, mas sua gestão é marcada por visíveis instabilidades. As constantes mudanças no quadro de secretários, assessores e auxiliares têm chamado atenção e provocado debates sobre os rumos da administração municipal.
Desde o início do mandato, diversas pastas estratégicas passaram por trocas sucessivas de comando, o que dificulta uma continuidade no estilo de trabalho a prevalecer. A Secretaria de Finanças, por exemplo, já teve três titulares diferentes em pouco mais de um ano de gestão. A Secretaria de Saúde também sofreu alterações, com duas mudanças no comando da pasta. Houve ainda substituições no Controle Interno, na Secretaria de Obras e em vários cargos de assessoria.
O cenário revela uma administração marcada por nomeações que, em muitos casos, duram pouco tempo antes de exonerações ou remanejamentos. Alguns nomes retornam à estrutura administrativa, enquanto outros deixam definitivamente o governo. Essa rotatividade frequente acaba transmitindo sensação de insegurança administrativa e dificuldade de consolidação de equipes técnicas e políticas.
Entre as poucas áreas que mantêm estabilidade desde o início da atual gestão estão as secretarias de Educação e Administração, que seguem sob comando das mesmas pessoas nomeadas em 1º de janeiro do primeiro ano de mandato. A continuidade nessas duas pastas contrasta com o restante da estrutura administrativa do município.
Nos bastidores políticos, também é percebida dificuldade de articulação. A prefeita enfrenta desafios na relação com a Câmara Municipal e convive com sinais de desgaste popular. Mas para quem ainda está bem antes de terminar a primeira metade do mandato, é tempo de redirecionar os rumos, achar os auxiliares certos para cada área e avançar na gestão. Tem muitas forças políticas externas pretendo ajudar. Vamos torcer positivamente. (Valdeci Marques)
