
A prefeita de Iporá, Maysa Cunha, tem até a próxima terça-feira, 3 de novembro, para apresentar sua defesa por escrito à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura denúncias contra sua administração. O prazo representa a última oportunidade de manifestação da prefeita antes da elaboração do relatório final da comissão.
Maysa havia sido intimada para comparecer presencialmente à CPI na segunda-feira, 26 de outubro, às 9h, para prestar esclarecimentos e apresentar sua defesa, mas não compareceu. Após a ausência, foi aberto prazo para que ela se manifeste por escrito.
As denúncias envolvem suposto descumprimento de leis relacionadas à quitação de compromissos financeiros e ao cumprimento de obrigações fiscais do município. As acusações estão sendo apuradas pela comissão.
Encerrado o prazo de terça-feira, a CPI deverá elaborar o relatório final com base nos documentos, depoimentos e demais elementos reunidos durante a investigação. Caso a prefeita não entregue sua manifestação, os trabalhos terão continuidade sem essa defesa por escrito.
Na sequência, as conclusões serão encaminhadas ao plenário da Câmara Municipal para apreciação e os encaminhamentos cabíveis. O processo poderá resultar na cassação do mandato da prefeita, a depender do julgamento pelos vereadores.
A terça-feira, portanto, marca uma etapa decisiva no calendário da investigação, antecedendo a conclusão do relatório da comissão.
Vale dizer que nos últimos dias o Tribunal de Justiça de Goiás negou para a prefeita um pedido feito por ela para suspender a CPI. Assim sendo, os vereadores seguem com o trabalho de fiscalização e eventual punição para a administradora.
