
A prefeita de Iporá, Maysa Cunha, não compareceu à audiência presencial da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal, marcada para as 9 horas desta segunda-feira, 26 de outubro. A expectativa era de que a chefe do Executivo comparecesse para prestar esclarecimentos e apresentar sua defesa diante das acusações investigadas pela comissão, presidida pela vereadora Viviane Specian.
Outros integrantes da administração municipal também haviam sido convocados para prestar esclarecimentos. Entre eles, compareceram apenas a secretária municipal de Administração, Ruth Cabral Marques, e o chefe do setor de Recursos Humanos, Ilton Souza Araújo. Ambos foram ouvidos pela comissão.
A CPI também recebeu representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, instituições envolvidas em questões financeiras que estão entre os objetos da investigação.
A investigação parlamentar concentra-se em possíveis irregularidades fiscais e financeiras da administração municipal, especialmente no descumprimento de obrigações que teriam provocado transtornos e prejuízos aos servidores públicos.
Entre os valores levantados pela CPI está o montante de R$ 1.105.173,59, relacionado às pendências financeiras investigadas. Também estão sob apuração problemas envolvendo pagamentos e obrigações da Prefeitura, incluindo questões relacionadas ao convênio com o IPASGO, que afetaram funcionários municipais.
Conforme as informações apresentadas sobre a audiência, os depoimentos dos participantes confirmaram situações anteriormente identificadas pela comissão, reforçando os elementos que fundamentam a investigação parlamentar.
A ausência da prefeita Maysa Cunha em um momento destinado à sua defesa representa um novo capítulo no andamento da CPI. E agora? Prefeita corre risco de perder o mandato. Vamos acompanhar os próximos passos. Certamente a Comissão vai levar a chefe do Poder Executivo a julgamento no Plenário da Câmara.
