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O pioneirismo da Família Leão nesta região

Maria Gomes e Joaquim Leão: descendentes em Iporá e Amorinópolis

Mais um trecho do livro “A Formação da Sociedade Iporaense”, de Valdeci Marques. Hoje, em foco, a Família e seu pioneirismo em Iporá e região.

Rafael Leão é pioneiro que esteve influenciando parentes para deixar o sul de Goiás rumo à nossa região. No município de Buriti Alegre, o Rafael Leão estava em dificuldades financeiras. Trabalhava muito. Manco de uma perna em razão da roda de um carro de bois ter passado por cima, isso não era impedimento para ele desejar um lugar novo e onde pudesse trabalhar ainda mais e melhorar sua situação financeira. Influenciou a família pela vinda. Sua esposa era a Josefina. No ato de vir foi acompanhado até pelos pais dele: Miguel Leão e Rita Carolina. Vieram também irmãos de Rafael: José Leão do Amaral, com a esposa Leonídia, e Joaquim Leão do Amaral, com a esposa Maria, (dois irmãos casados com duas irmãs). Essa vinda foi no ano de 1933. Essa viagem foi em caminhão que chegou até Paraúna. A partir de então não tinha estrada por onde o caminhão pudesse passar até a chegada onde queria, na Fazenda Cachoeira Bonita, perto do Lajeado, onde seria depois município de Amorinópolis. Cinco anos depois, em 1938, outros da família vieram também, influenciados pelo Rafael Leão. Chegou, a irmã dele, Ana Luíza, que era casada com Manoel Coelho. Vieram com os filhos deles: Miguel, Maria, Luzia, Pedro, Joaquim e Josefina (Nenen), todos de sobrenome Coelho, e veio também as filhas Terezinha de Jesus, Isabel Coelho (Fia), e Álvaro Leão. O Rafael, teve também a irmã a Vitalina, que se casou com Nicodemos de Paula Castro (Nicote), que adquiriu uma fazenda na região do Jacaré, junto a Israel de Amorim, isso, na década de 40, mas nunca morou na região, teve só para adquirir a propriedade, vindo a falecer em Uberaba/MG. E teve os filhos: Rafael, Maria, Elídia, Raimunda, Ana e Joao Paula, todos com sobrenome Castro. E outra irmã do Rafael Leão, Maria Liandra de Jesus, que era casada com Manoel de Paula Castro, (duas irmãs casadas com dois irmãos), e teve os filhos: João Paulo, (que se casou com Raimunda, filha do Zé Leão, ficando viúvo se casou com: Maria Leão, filha de Rafael Leão – ambas, prima primeira dele); Abadia Leão, Isabel e Eurípedes (Oripim Leão). A ocasião foi também da vinda do pioneiro João Januário da Costa e sua esposa Maria Conceição, irmã de Rafael. Sobre João Januário e seu desbravamento nesta região há texto em outro trecho deste livro. Essas famílias eram próximas, unidas por laços de casamentos. Na nova terra, onde a família que queria prosperar, quem teve condição de comprar terra foi o patriarca Manoel Coelho. Adquiriu 180 alqueires de terras para a família. Sua atitude foi por revender partes da terra, aproveitar a valorização e fazer sobrar o dinheiro com o qual quitou a sua área. Todos tiveram seu terreno na mesma região. Foi um tempo de dificuldade, com o mato em pé e muito por fazer para poder ter lavoura e gado. O surgimento de Amorinópolis tem a ver com essas famílias pioneiras. Alguns ajudaram a compor a sociedade iporaense. Os patriarcas Miguel Leão e Rita Carolina morreram nesta região, depois de ainda muito trabalhar na colonização desta nova localidade. Rafael terminou de criar a família nesta terra. São seus filhos: Manoel Leão (Neca), que se casou com a Carmélia ou Carismélia, e teve os filhos: Josefina, Maria Mendes (Bondosa), Enoque, Marta e Dorcas. Jorge (que morreu ainda jovem). Pedro Leão, que se casou com a Joaquina e teve os filhos: Jorge, Donizete, Esmeralda (Tuta), Jerônimo e Valdijan. Miguel Leão Neto, que se casou com Rosária Carneiro (Rosa) e teve a filha Delma. A Maria Leão se casou com o João Paulo (segundo casamento dele), e teve os filhos: Dalvina, Luís Sinfrônio (Tuca), Josefina (Fia), Marta e Paulo César Leão. E o Joaquim Leão da Costa, que se casou com a Antônia, e teve os filhos: Maria, Romildo e Geuza. O irmão de Rafael, o José Leão do Amaral, casado com a Leonídia, teve a filha: Raimunda Leão, se casou com João Paulo, que teve um filho: Eurípedes Leão (Santino). Outro irmão de Rafael, o Joaquim Leão do Amaral, também pioneiro nesta terra, chegou casado com Maria, e teve os filhos: Rita, Floriano, Maria Terezinha (Rosa) e Jesus Leão. A Ana Luíza, irmã de Rafael Leão e casada com o Manoel Coelho, teve grande descendência. O filho mais velho, Miguel Coelho, se casou com a Antônia Sardinha (Nenzinha), e teve os filhos: Goianira, Ilca, Dalva, Ilda, Paulo, Rubens, Joel, Misael, (Joel e Misael – gêmeos), Midian, Elieide, Cláudio e Natanael. A Maria Coelho se casou com o João Batista e teve os filhos: Osvaldo, Israel (Nenê), José, Laurides e João Batista Filho (Neguinho). A irmã dela, a Luzia Coelho, se casou com o Silas (Quito) e teve os filhos: Silvio e Manoel (Manezinho). Pedro Coelho, outro filho da Ana Luíza com o Manoel, deixou a zona rural e, em Amorinópolis, convertido para a Igreja Assembleia de Deus, foi por muitos anos o pastor mais importante nesta cidade. O pastor era casado com a Maria Ferreira e teve os filhos: Zilda, Valdir, Eleuza, Abgail, Ana Maria, Paulo, Zenilde, Edna e Jael. Joaquim (Quinca Coelho), também filho de Ana Luíza/Manoel, se casou com Geraldina, e teve os filhos: Neuza, Eunice, Ismael e Berenice, no primeiro casamento. No segundo casamento com a Rita, teve os filhos: Israel, Isaías (gêmeos) e Camila. Ana e Manoel ainda tiveram as filhas: Josefina Coelho (Nenen), Terezinha de Jesus e Isabel Coelho (Fia). A Josefina (Nenen), se casou com o Otávio Gouveia, e teve um filho: Valdivino (Chabuta). Terezinha se casou com o filho mais velho de João Januário, o Antônio (Tonico) e tiveram as filhas Ilda e Irani (engenheira civil). A Isabel (Fia), se casou com Waldemar Gregório (Nego), e teve os filhos: Darcy, Nilton, Dalmi, Sônia e Waldemar Filho. O filho caçula, Álvaro Leão, se casou com Zenília e teve os filhos: Álvaro Júnior, Marcos, Ana Lúcia e Weslei. O filho de Vitalina e Nicodemos: Rafael Castro, se casou com a Branca, e teve os filhos: Eleuza, Edna, João Batista, Eneida, Elbia, e Rafael Júnior. Maria, se casou com Floriano Cândido (Tute), e teve os filhos: Silvio, Célio, Natividade, João (Bão), Neuza, Nicodemos Neto (Cote), Marta, Maria Divina, e Floriano. A Elídia se casou com João Rola e teve os filhos: Oliveira, Euclídes, Ilídia, Maria, Nicodemos e Conceição Miguel de Paula (Pingo). Raimunda e Ana, não tiveram filhos, e João Paula se casou com Maria Eurípedes (Oripinha), e teve os filhos: Wilkens, Marcos, João Paula Júnior e Adriana. Os descendentes de Maria Liandra e Manoel Castro: João Paulo se casou duas vezes, já citados. Abadia Leão, se casou com Adejar (Deijo), e teve os filhos: Maria, Alaeste, Walma, José Leão, João Leão, Divina Leão e Olga. A Isabel, se casou com Josias, teve uma filha, Maria (Mariínha), e Eurípedes (Oripim Leão) se casou com Eleuza, e teve os filhos: Romildo, Elias, Maria Celina (Nega), Eurípedes (Chero), Israel, Darcy e Osiel. Vale enfatizar aqui a respeito de Joaquim Leão, já citado antes, mas que merece mais detalhes, tendo em vista que seus descendentes foram muito ligados à Iporá. Essa família Leão do Amaral e outros liderados pelo seu irmão mais velho, o Rafael, ao chegar nas regiões do Lajeado, Cachoeira Bonita e Taquari, mostraram que vieram para trabalhar muito. Eles não queriam somente o benefício próprio, mas ajudar a construir um município que começava e que precisava de todo tipo de ajuda. Juntos, esses familiares contribuíram com as construções de estradas, o aeroporto de Iporá (feito em mutirão) e até a construção da cidade. Esses familiares possuíam carros de bois que facilitariam o transporte de material. Joaquim Leão era o irmão caçula e estava recém casado com Maria Gomes, quando chegou na região de Iporá. O tempo passou e desse casal nasceram 4 filhos: Rita Leão, Floriano Leão, Maria Terezinha de Jesus (Rosa) e Jesus, o caçula. A primeira filha, a Rita Leão, se casou com o Odilon (Nego) produtor rural e comerciante na área de hotelaria (pensão) e alimentação em Iporá. O estabelecimento ficava próximo à Rodoviária da cidade e por ali passaram muitas pessoas. Tiveram 3 filhas: a primeira Elizabeth, que se casou com Rubens Melo. Eles não tiveram filhos. A Edirce se casou com Silvio Arantes e tiveram um filho: Fernando. A Edilene, caçula, casou-se com Darlan e desta união nasceram 4 filhas: Jacqueline, Gabriela, Franciele e Cristiane. Atualmente, Edilene é casada com Olivier, francês. O segundo filho foi Floriano Leão, que se casou se com Iraci Marques, filha de Vitorino e Rita Francisca, casal de pioneiros que está relatado em outro trecho deste livro. Eles tiveram 4 filhos. Esse casal foi marcante em Iporá e depois mudou para Goiânia: Iraci como dona de casa o Floriano como barbeiro e cabelereiro e nas horas vagas tocava e encantava com sua bela voz, com seu repertório de músicas sertanejas e hinos para louvar ao Senhor. Cantou em emissoras de rádio da capital e chegou a gravar músicas, tendo sido considerado um destacado artista. Da união de Floriano e Iraci nasceram 4 filhos: Vera Lúcia Leão (que se casou com Jeremias e tiveram as filhas Hiala e Ariane e que se casou depois com Adolar), Vanderlene (que se casou com Belmiro e de cuja união nasceu a Franciele e depois se casou com o advogado José Ferreira), Vanderlúcia (que de um relacionamento com o Mágdo Januário teve a Camila Araújo e de um casamento com o publicitário Donizete Poltroniere teve o Victor e que, em seguida, após viúva, de relacionamento com Sebastião, o Tião, teve as as gêmeas Ester e Carolina Pires), Alberrique Leão (que se casou com a Adriana e teve as filhas Dayane e Danielly e depois, uniu-se em segundas núpcias com Valdeci, a Val). Depois, da união do pioneiro Joaquim Leão com a Maria Gomes, nasceu a Maria Terezinha de Jesus (Rosa), que foi marcante professora em Iporá. De um relacionamento da Rosa com Altino Almiro de Oliveira, nasceu a filha Lívia Cristina do Amaral. Esta filha se casou com Helbio Sardinha. O filho caçula de Joaquim Leão é o Jesus, até hoje muito atuante em Iporá, no comércio, na política e até nas artes, tendo já feito filme para defender o meio ambiente, além de ter sido produtor rural. Esse filho caçula se casou com Elaine Januária e tiveram 3 filhos: o Fábio Henrique Leão, Rafael (mesmo nome do tio e grande pioneiro) e Graziele. Com estes e seus casamentos o sobrenome Leão se multiplicou em Iporá, com pessoas em diferentes atividades profissionais. Fabio Henrique (filho de Jesus e neto de Joaquim Leão), de um relacionamento com Dalila teve a Maria Gabriele. Rafael Leão (o neto) casou-se com Sirlene e teve a Rafaela e a Grazielle Leão, que de um primeiro casamento com Teo teve a filha Lorraine, em um segundo relacionamento com o Luciano teve Davi Lucas, e no terceiro casamento com o Clézio tiveram a Eloáh Alice. Essa é a árvore genealógica de Joaquim Leão e Maria Gomes da Costa. (Foto pág. 48, 62 e 68)

Miguel Leão

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