
Destacamos da obra de Valdeci Marques, “A Formação da Sociedade Iporaense”, esse relato de pioneirismo:
Orozimbro da Cunha Ribeiro, natural de Estrela do Sul (MG) trouxe para a região de Iporá uma influência e uma soma de descendentes, significativa em quantidade e na qualidade das pessoas. Um desses descendentes é o ex-vereador de três mandatos Orosino da Rocha Ribeiro, que cultiva lembranças de seus antepassados. Orosino expressa que a família é um laço sagrado constituído por Deus desde a criação do mundo. Avalia que esse bem tão precioso dá a ele oportunidade e o prazer de poder apresentar um pouco do conhecimento que tem da sua família raiz a este livro escrito que avalia ser conceituado e cujo autor abre aqui a oportunidade dos leitores tomar conhecimento sobre os nossos troncos raízes. Expressa Orosino Rocha ser ex-vereador por três mandatos e presidente da Câmara, poeta e compositor. Vem de uma família simples e tradicional no município da sua querida Iporá. Casou-se com a senhorita Vardelina Maria de Jesus, após 14 anos de namoro e muito amor. Casaram em 12/04/1997, numa linda festa com inúmeros amigos e familiares. Tem dois amados filhos, que para ele são dois doces presentes de Deus: Alessandro de Jesus Rocha e Kassia Suyanne de Jesus Rocha. Tem uma linda netinha Weysla Suyanne Rocha Borges e tem como genro Edione Borges da Silva (Johone Borges). Orosino é filho do senhor Sérgio da Rocha Ribeiro e Altina Fernandes de Oliveira. Tem 10 irmãos! São seus avós paternos: Orozimbro da Cunha Ribeiro, natural de Estrela do Sul (MG). Ainda muito novo, Orozimbo veio com os pais para Goiatuba (GO), onde os pais tinham fazenda. O avô de Orosino nunca quis saber de roça, estudou, graduou em educação e foi professor, escrivão, e diziam ser um homem muito culto e inteligente. Também atuava em medicina como farmacêutico e curandeiro. Com seus 20 e poucos anos, lá mesmo em Goiatuba conheceu a avó de Orosino: Sra. Elvira da Rocha Filgueira. Um belo dia os dois se encontraram, os corações pulsaram diferentes, fortes, se enamoraram por alguns tempos e decidiram se casar, formar família e serem felizes. A avó Elvira tinha seus 17 anos de idade e seu avô Orozimbro tinha 20 e poucos anos e quando foi no dia 25/01/1919, eles casaram em Goiatuba. A avó de Orosino era mineira de Uberaba, assim dizia seu pai e vieram pra Goiatuba ainda muito jovens. Vieram acompanhando os que haviam adquirido terras naquele município. O casal teve 6 filhos: Sérgio da Rocha Ribeiro, João Batista da Rocha Ribeiro, Wilson da Rocha Ribeiro, Emanuel da Rocha Ribeiro, Nilza da Rocha Ribeiro e Nilcinha da Rocha Ribeiro. E sempre seu avô viajava muito, montado em bons burros e veio conhecer a Fazenda Rica, no município de Ivolândia, em terra de uns parentes dele, pessoal de Cunha e Machado. Posteriormente, veio visitar Quinca Paes, pois era parente da esposa deste e então conheceu demais pessoas que se tornaram seus amigos. E por ele ser um homem de boa posição e muito inteligente, foi convidado para fazer parte da escolha do lugar geograficamente determinado para sediar o Patrimônio de Tamanduá, hoje Iporá. Depois seu avô voltou à Goiatuba e já veio de mudança para o Município de Ivolândia. Por lá, viveu alguns tempos, depois comprou terra na beira do Rio dos Bois, entre Diorama e Iporá. E assim os filhos já estavam quase todos moços e mocinhas e a filha caçula do casal, a Nilcinha, tinha dois anos de idade quando seu avô faleceu. Os filhos mais velhos já estavam acostumados no trabalho duro da roça e continuaram a plantar e colher e cuidar da mãe com os filhos mais novos. Elvira, avó de Orosino, ainda jovem, bonita e com o passar de alguns tempos, sentiu desejo de ter um novo companheiro em sua vida. E conheceu o senhor Joaquim Pinto Sobrinho, homem idôneo, simpático às pretensões dela, quando decidiu por manter um novo relacionamento e deste novo enlace vingou uma nova filha, menina linda e a qual iluminou o lar e a vida dos dois. Ela trouxe o nome de Maria Sobrinho de Souza, tendo nascido em 08/02/1948. Ela nasceu e cresceu na mesma casa aonde ainda vive até hoje, na Avenida Rio Claro, n° 211, próximo ao Lar São Vicente Paulo, Bairro São Francisco. Ela casou-se com o senhor Antônio Ferreira, o qual neste mesmo endereço exerceu a sua profissão de ferreiro com muito zelo e dignidade. Também nesta mesma casa morou com eles a sua avó Elvira da Rocha Filgueira até os últimos dias de sua vida. Ela era muito conhecida na cidade e região por ser ótima benzendeira, parteira, e que ensinava remédios às pessoas, historiadeira, cheia das graças e muito alegre! Essa senhora nasceu em 25/05/1902 e veio a falecer em 26/10/2002, quando ainda estava bem lúcida e contava histórias, lembrava as agruras do passado e sorria com alegria. Os avós maternos de Orosino são: senhor Antônio Fernandes de Oliveira e Maria Izabel de Jesus, ambos de Guapó (GO). Seu avô Antônio era muito bom carreiro e trabalhava com carro de bois. Quando se tornou viúvo em Guapó, ficou com quatro filhos, duas mulheres e dois homens. Sua mãe Altina Fernandes de Oliveira era a mais velha. Os demais: Antônio Miguel Fernandes, Maria Benedita Fernandes e José Fernandes de Oliveira, que com a morte da mãe ficou com 9 dias de nascido e foi criado por uma tia. E quando a mãe de Orosino, Altina, tinha 15 anos, seu avô casou-se novamente e veio embora de mudança para Iporá. Veio acompanhando o senhor Gustavo Queiroz, com quem tinha um grau parentesco e para o qual trabalhava como carreiro. E quando completou 20 anos sua mãe se casou com seu pai Sérgio da Rocha Ribeiro. O casal teve 10 filhos: Sebastiana da Rocha, Orosino da Rocha Ribeiro, Maria da Luz Rocha, Miguel Fernandes Rocha, João Pedro Rocha Ribeiro, Osvaldo Fernandes de Oliveira, Terezinha Aparecida Rocha, Maria Ester Rocha, William José Rocha e Uildimar Donizete Rocha. Essa família sempre morou em fazendas, numa vida muito difícil. Orosino Rocha, já com os seus quase 13 anos de idade, teve que vir para a cidade a procura de um tratamento médico. Era 5 de agosto de 1.965, quando teve que deixar a roça e vir do município de Montes Claros de Goiás até Iporá, pois foi acometido por uma doença que não é a poliomielite, mais que lhe deixou sem caminhar para o resto da vida. Seus pais tiveram que mudar para essa cidade no mês de maio de 1.966. Eles chegaram e colocaram a mudança deles na porta da casa do senhor Sebastião Tomás, na Rua A, entre a Avenida José Candido Vieira e a Avenida Mato Grosso. Depois, um parente do seu pai, senhor Adelândio levou seus pais e toda família para a casa deles, até comprarem um rancho de folhas e pau a pique, com a grandiosa ajuda do Dr. William José Álvares, no lugar onde mora até hoje, mas sem a presença dos seus Pais. Ainda existe a casinha que construiu ali com a ajuda de primos do seu pai, ajuda de Miron Vieira, Zé Cardoso da Serraria, Niuton Rocha e Cosme Rocha, o qual deu o telhado que a cobre até hoje. A pedido dos seus pais, Orosino edificou ali do lado a sua casa. Quando a família foi morar naquele lugar não tinha rua. Era só trieiro no meio do cerrado. Seu pai Sérgio Rocha, vendo que não tinha como chegar carro à residência deles, coisa que sempre ele precisava para levar Orosino ao hospital, pegou enxadão, foice, machado e fez uma estrada, exatamente na que hoje é denominada Rua B. Essa rua foi feita pelo seu pai em 1.966. Ali deveria ter o reconhecimento em nome do seu pai Sérgio Rocha, o qual nasceu em 25/12/1.919 e que faleceu em 17/05/2018, quando tinha 99 anos de idade. A vida do pai de Orosino foi de luta, humildade, tendo sido um contador de histórias e de causos de mão cheia! Morreu o homem, mas que por mais simples e humilde que tenha sido, deixou seu nome na história, na memória da família e de amigos! A mãe de Orosino, Altina Fernandes de Oliveira, nasceu em 29/04/1929 e faleceu em 17/02/2008, quando tinha 79 anos de idade. Foi uma dona de casa cônscia dos seus deveres como esposa e mãe. Trabalhava como doméstica, fazia trabalhos para fora para ajudar seu pai na despesa da casa. Era uma mulher muito alegre, participativa e gostava de cantar músicas sertanejas e era boa de garganta, muito afinada nos seus cantos. Graças a Deus Orosino teve bons ensinamentos dos seus sais e guarda no coração os ensinamentos de amor e honestidade como virtudes de um ser humano que ama, valoriza a vida, a família, as pessoas e tem muita alegria em viver. Ama a Deus sobre todas as coisas e é feliz! (Foto pág. 60)