Oeste Goiano Notícias, mais que um jornal.
Oeste Goiano Notícias, mais que um jornal.

PUBLICIDADE:

Nordestinos que tanto atuaram em nosso pioneirismo

Raimundo Almar Diniz e filhos

Mais um trecho do livro «A formação da sociedade iporaense», de Valdeci Marques, com enfoque para mais pessoas que chegaram na cidade para contribuir com o desenvolvimento.

Raimundo Almar Diniz foi um imigrante importante em Iporá, de um núcleo de nordestinos, de dentre os quais surgiriam até prefeito para esta região. Mas quem veio primeiro não foi ele. Foi José Álvares (Zé Capeta), que aqui se casou com Maria Mileide (Dona Meire). Lá no nordeste ele já era de compra e venda de gado. Era de Macaíba (RN), mas negociava na região de Nova Floresta onde conheceu todos que um dia iriam vir. Ele veio e influenciou para que viesse para essa região uma migração que resultou em dois ex-prefeitos: Mac Mahoen Távora Diniz (Iporá) e Osvaldo Pinheiro Dantas, o Pompílio (Arenópolis). A seca no interior do Ceará sempre incomodou muita gente e sempre foi a grande causa de migração. De um povoado chamado Nova Floresta, município de Jaguaribe (CE) vieram várias famílias e também de Feiticeiro, localidade vizinha. Foi esse José Álvares (Zé Capeta) que influenciou uma onda de migração. Ele era homem do meio rural, um nordestino lutador e que para cá veio, no começo da década de 60, quando comprou uma fazenda no município de Montes Claros de Goiás. A vinda era embalada em sonho, esperança de um lugar melhor para se viver. Dentre familiares que vieram, o Antônio Goelde se tornou muito conhecido por compor e cantar a vida nordestina, suas dificuldades e seus sonhos. Goelde, com os nomes artísticos de Gledson Caetano e Goyará, cantou e gravou músicas que retratam muito bem a vida lá no Ceará e os sonhos que se tinham, de prosperidade em outra terra, mas que falam também da saudade de se deixar um povoado, local de sofrimento, mas terra querida! E a vinda de Zé Capeta trouxe para esta terra pessoas que se tornaram políticos e artistas, e que ocuparam e ocupam diversas funções na sociedade. Assim que Zé Capeta veio, logo tratou de ir dizendo aos conterrâneos o quanto era promissora esta região. O senhor Raimundo Nogueira de Lucena Filho, conhecido como Nogueira, veio e se estabeleceu em Inhumas, em matadouro de bovinos. E outros vieram para Iporá, em maior número. Esses que vieram eram homens que gostavam, principalmente, de atuar em compra e venda de gado. Um desses, o senhor Raimundo Almar Diniz, que foi destacado morador de Iporá: produtor rural, maçon, vereador e de importantes iniciativas para a cidade. Ele chegou a trazer inúmeros braçais para atuar em lavouras nesta terra. Aqui, se casou com Edna Guedes, com quem teve as filhas Liana Cristina e Cintia Vanessa. E passou a trazer os filhos de seu primeiro casamento, no Ceará. Veio Mac Mahoen, que se tornou médico e foi prefeito da cidade em dois mandatos. O filho Paulo Regis foi vereador e presidente da Câmara, além de atuação profissional na agrimensura e no direito. Outros filhos foram: Cecília (professora) e Lenimar. Mais tarde, um dos filhos, o Mac Mahoen, trouxe a mãe: Clarice Távora. O Raimundo Almar Diniz foi inovador em Iporá. Em tempo quando não se acreditava em produtividade em terra de cerrado, ele fez plantio, adubando este tipo de solo com esterco que ia juntando dos currais da região e prosperou em bens. Então veio seu irmão Jonas Diniz, que foi diretor do Terminal Rodoviário de Iporá. Era casado com a Sônia e teve os filhos Jonas e Luciana Fernanda. Quando o camioneiro Alfeu Diniz (também irmão de Almar Diniz) soube que seus parentes estavam bem em Goiás, também veio, com a esposa Maria Zuleide de Oliveira Diniz e aqui criou a família. São seus filhos: João Alfeu Filho, Lúcia Maria, José Luciano (pai do Luciano da dupla Geovane Barone e Luciano), Manoel Adamastar (Manoelzinho), Maria Adelaíde, Raimundo Acúcio e Josefa Anaíde (Naíde). Francisco Valdeci de Oliveira foi outro da família que também veio com esposa Maria Zita Diniz e aqui atuou como produtor rural, trazendo vários trabalhadores braçais daquela terra. O Valdeci foi um grande exemplo na produção de arroz na década de 70. Sua descendência legou nossa sociedade pessoas como a Vanda Lúcia (educadora e casada com o Elias Rodrigues, também educador), Luiz Valmir e Vanda Leite (comerciante), Maria Vânia (bancária) e Francisco Valdeci (comerciante). Valdeci ainda trouxe seu irmão Geraldo, pecuarista na Fazenda Buriti. Nessa influência de migração da Nova Floresta veio o Antônio Caetano Alves, o Tonhero, outro que se dedicou a compra e venda de gado. Atuou muito nesta área. Era casado com a Maria Irene de Souza e, dentre seus filhos, consta o Antônio Goelde (bancário e cantor) e ainda dois empresários: Nalécio (K & K) e João Laer (dono de loja em Goiânia) e o Gleidson. Tonhero é pai também de José Pero e Maria Laércia. Também para atuar como camioneiro veio o Antônio Pinheiro, com a esposa Fátima. Essa união rendeu para a sociedade iporaense a Denise e a Thaís. Então, mais um Pinheiro veio. Foi o Osvaldo Pinheiro Dantas, o Pompílio, que chegou depois e se destacou muito na compra de gado, fez fortuna e se tornou prefeito de Arenópolis por quatro mandatos e um mandato de vice. Sua esposa é a Francisca, também cearense., que de lá veio, com ele. Dessa família constituída de Pompílio/Francisca nasceram Vanusa e Valter, de sobrenome Pinheiro. O Ciro Diniz acompanhou a vinda de pessoas que estavam se dando bem nesta região. Foi pedreiro em Iporá, casado com a Luíza e somou descendentes para Iporá. José Almeron e Isolda foi outro casal. Muito trabalhador, ele prosperou na compra e venda de gado. É de sua descendência o João Alceu (Joãozinho do Mangueiras) e seus filhos José Augusto (advogado) e o Marcos (produtor rural). João Antônio de Araújo (João Marica) foi outro que veio do interior do Ceará, embalado por essa mesma onda de migração que tinha começado com José Álvares (Zé Capeta) e Raimundo Almar Diniz. O João Marica foi homem humilde, vindo de Várzea Alegre (CE). Chegou no dia 12 de julho de 1970. Nesta terra, foi trabalhador rural e um conhecido guarda noturno a zelar pela segurança do comércio no centro da cidade. Era respeitado benzedor e curandeiro. Chegou com a esposa Raimunda Orlete de Araújo. Somaram 12 filhos para Iporá, muitos netos, bisnetos e tantos mais que estão a advir. São seus filhos: Francisco Veronico (Branco), Francisca Veroneide (da saúde pública), Francisca Vildoneide, João Vildomá, Wagner Luiz (pedreiro), Francisca Vagneide (da saúde), Francisco Vilmar (mestre de obra), Maria Amélia (comerciante), Maria Vilanir, José Wagmar (do Bar do Ceará), Maria do Socorro (também da área de saúde) e Francisca Vanderleide (fazendeira). Veio o Manuel Valdemir de Oliveira (Manoel de Rumana), casado com a José Maria de Oliveira e tiveram em Iporá os filhos Francisca Valdenice de Oliveira e José Carlos. Ele trabalhou na Fundação de Apoio ao Menor Iporaense (FAMI) e faz serviços gerais. Manoel Petronílio Bento foi outro do povoado de Nova Floresta (CE) e que talvez tenha sido quem mais furou cisternas em Iporá, em sua existência nesta cidade. Veio casado com a Maria Quitéria. Seu filho José Joseneide da Silva, o Zezão Pedreiro, veio ainda jovem e já casado com a Maria Alzenete e lembra da viagem em forma de pau de arara (um caminhão que trazia sal, coberto de lona, e que trazia também porcos. Entre o sal e os porcos, numa desconfortável viagem de muitos dias, eles superaram o sofrimento para chegar numa terra melhor para se viver. José Maezio, pedreiro em Iporá, é filho dele, além da Rosângela Maria, profissional de estética. São muitos descendentes dos que vieram de Nova Floresta. E cada um que veio tomou a decisão porque outro tinha vindo e tinha dado certo por aqui. E cada um se ocupou de fazer alguma coisa. E fizeram muito. Foram muito trabalhadores! “Coração parte partido, com vontade de ficar…”. O imigrante artista Antônio Goelde musicou bem a respeito dessa saga. (Foto pág. 61)

Compartilhar:

Para deixar seu comentário primeiramente faça login no Facebook.

publicidade:

Veja também:

.

familia-ribeiro
Uma atuante família Ribeiro em meio à nossa gente
WhatsApp-Image-2026-08-12-at-07.03
Eurádia, história e descendência em favor da região de Iporá
WhatsApp-Image-2026-08-12-at-14.48
Realizado Simpósio que reuniu professores de História de Iporá
WhatsApp-Image-2026-08-06-at-05.37
Pioneirismo: Pipiu, sua família e trajetória política
WhatsApp-Image-2026-07-31-at-11.20
Preparativos para encenação de uma peça inédita
familia-ribeiro
Uma atuante família Ribeiro em meio à nossa gente
WhatsApp-Image-2026-08-12-at-07.03
Eurádia, história e descendência em favor da região de Iporá
WhatsApp-Image-2026-08-12-at-14.48
Realizado Simpósio que reuniu professores de História de Iporá
WhatsApp-Image-2026-08-06-at-05.37
Pioneirismo: Pipiu, sua família e trajetória política
WhatsApp-Image-2026-07-31-at-11.20
Preparativos para encenação de uma peça inédita