Embalagens de agrotóxicos nas margens de águas que abastecem Iporá

19/10/2021
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Nesta segunda-feira, 18, chegou a Saneago de Iporá uma denúncia de que embalagens de agrotóxicos estavam jogadas nas margens do Cachoeirinha, córrego que é afluente do Santo Antônio, o manancial que abastece Iporá. As várias embalagens estavam nas proximidades de uma lavoura de soja.


Assim que a Saneago tomou conhecimento do fato, acionou a equipe da fiscalização da Prefeitura de Iporá, através da Secretaria de Meio Ambiente, que se dirigiu ao local. Porém, as embalagens já tinham sido retiradas daquelas margens.


Um vídeo circulou em grupos de whatsapp, no qual quem passou pelo local registrou em imagens as muitas embalagens de agrotóxicos, algumas delas bem próximo do curso de água. Não se sabe por qual tempo, mas as embalagens estiveram em local inadequado e colocando em risco a qualidade da água que chega a captação feita pela Saneago. 


As culturas de soja na área da bacia do córrego que abastece Iporá exigem muita atenção de todos, a fim de que não haja contaminação da água. Para esta safra 2021/2021 nova lavoura de soja foi preparada, nas margens do Cachoerinha, que é o principal afluente do Santo Antônio.


Hoje tem reunião sobre meio ambiente


Diante de tanta preocupação com a dura estiagem e a possibilidade de faltar água nas torneiras das residências de Iporá, surgiu entre ambientalistas um ideal em fazer algo concreto para reverter essa situação que se repete a cada ano. 


Entre membros da Maçonaria e outros da comunidade a tônica é de que como os discursos já foram muitos, falta mesmo são ações práticas e que estas sejam urgentes. Para marcar um novo tempo nesta luta está datada uma reunião para às 19:30 horas desta terça-feira, 19, no salão das damas maçônicas, na Rua Getúlio Vargas, 52, ao lado do salão do Clube de Leões.


A pauta da reunião é muito prática: redigir ofícios a serem encaminhados a deputados estaduais, federais e senadores com reivindicação de verbas através de emendas orçamentárias para a compra de maquinários para serviço de solo na bacia do córrego que abastece a cidade de Iporá. 


De acordo com estudos do professor Flávio de Souza (Universidade Estadual de Goiás / UEG) e Dérick Martins (técnico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e UEG), a reversão para a situação ambiental na bacia do córrego Santo Antônio será obtida com intervenções no solo, a exemplo de bacias de contenção ao longo das estradas da área e curvas de nível em pastagens dos produtores rurais. Estas intervenções no solo dependem de maquinários, tais como motoniveladora, trator traçado com terraceador e pá carregadeira.


Os que vislumbram ações na bacia do córrego Santo Antônio acreditam que o município de Iporá precisa ter maquinários que sejam exclusivamente para essa urgente recuperação ambiental. Para tanto, serão feitos pedidos a autoridades legislativas que possam destinar recursos para que a Prefeitura de Iporá possa comprar estes maquinários. Tanto Poder Executivo e Legislativo em Iporá serão incorporados à essa luta ambiental. Como um trabalho em solo implica em participação de produtores rurais, estes também devem ser incorporados à luta, com mediação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás (Emater), que deve os orientar sobre as vantagens econômicas de se ter pastagens ou áreas agricultáveis com curvas de nível. A Saneago, por meio de alguns de seus servidores, já está se engajando nesta presente ação.


Os ofícios de pedidos a serem redigidos e assinados na noite desta terça-feira devem ser destinados aos senadores Vanderlan Cardoso e Luiz do Carmo, deputados federais João Campos, Rubens Otoni, Flávia Morais, Victor Hugo e deputados estaduais Antônio Gomide e Karlos Cabral, além de outros, sejam no legislativo estadual, quando no Congresso Nacional. A urgência no encaminhamento de ofícios tem a ver com a proximidade em prazo que vai definir as emendas a serem incluídas no orçamento de 2022. 

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