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Apolinário, Coelho e outros sobrenomes

Mais um trecho do livro de Valdeci Marques: A Formação da Sociedade Iporaense. São histórias de famílias da região.

Lázara Marcelino Coelho, quando era solteira, levava o nome de Lázara Marcelino Apolinário. Exatamente esse sobrenome Apolinário, que nos descendentes foi trazido de volta, se tornou muito presente na sociedade iporaense, com pessoas de destaque em vários segmentos, e até na política. Essa história de família começa nas margens do Rio Claro, na Fazenda Córrego do Ouro, município de Moiporá. Vindos de Minas Gerais, ali estavam eles, onde tinham terras. Em julho de 1961, a Lázara Marcelino Coelho, casada com Pedro José Coelho, veio para Iporá. Assim como muitas famílias, o plano era educar os filhos numa cidade maior e então Pedro vendeu as terras de lá e comprou em terras iporaenses, margem esquerda do Rio Claro. Ele, que era homem de atuação rural, ficou na fazenda, mas os filhos vieram morar na cidade, onde estudaram e trabalharam e cada um foi conseguindo seu destaque na sociedade. Mais tarde, o Pedro comprou terra na Fazenda Limeira, bem mais perto de Iporá e depois, já mais velho, comprou um grande lote de 12,60 m x 114 m, em frente a onde hoje é o Senac, ao lado do atual Hotel WK, sendo que a área alongava-se até o córrego Tamanduá. Até hoje esse local ainda é da família. Naquela área baixa e de mais umidade, o senhor Pedro, sempre muito calado e trabalhador, passou a cultivar hortaliças, transportá-las em sua carroça e vender. Nessa atividade, esse homem que foi dançador de catira e de gestos de amor para com a família, viveu seus últimos anos. A família conta que ele, com seu jeito simples e calado, era de dar aos netos coisas simples: brinquedos que ele mesmo inventava. A família conta ainda que o senhor Pedro tinha uma descendência que era mistura de judeu com alemão, de família que veio da Europa no começo do século passado e que no Brasil aportuguesaram os nomes, sempre levando em conta que de cruzamento de alemão com judeu o sobrenome precisava ser bicho. No caso deles, Coelho. O pai de senhor Pedro, o Augusto José Coelho, nasceu em 1901 e chegou a vir para Iporá, já viúvo, para viver perto dos filhos. Além do Pedro, ele teve os filhos José, Maria Bárbara, Ana José (Nega), Teodolino (Tó), Abadia Justina e o Bento, todos com o sobrenome Coelho. Desses, a maioria veio para Iporá. Quanto ao Pedro (terceiro filho) e a Lázara, tiveram sete descendentes, quase todos de sobrenome Apolinário Coelho. O mais velho deles era o Augusto (solteiro e mesmo nome do avô). O segundo foi Antônio, que foi alfaiate em Iporá e depois mudou. Ele se casou com a Cassimira e tiveram os filhos Dione César e Joy. Antônio teve um segundo casamento com Dejesus (Zuzu), de cuja união nasceram Augusto e Enia. O terceiro filho foi muito conhecido em Iporá. Era o José (Zezão Pescador), de muitas atividades em Iporá, inclusive, como vendedor de pastel nas feiras de domingo. Ele se casou com a Terezinha Maria de Oliveira Coelho e tiveram os filhos Adriana, Marcos e Luciana. O João Apolinário foi o filho seguinte e que atuou no comércio (Esportiva Brasil) como fabricante e vendedor de calçados. Ele casou com a Severiana (Sílvia) e tiveram os filhos Márcio, Ronaldo e Érica. Certamente o filho mais conhecido é o Miguel Apolinário, que foi de office-boy a vereador em Iporá, passando por várias funções e profissões: entregador, pintor, professor e diretor de escola por 7 anos. Em 1988, foi eleito vereador e chegou a presidir a Câmara (1992). É atualmente produtor rural. Ele se casou com a Sebastiana, que é da família Firmino, cuja história está contada em outro trecho deste livro. Miguel e Sebastiana tiveram os filhos Vinicius, Tiago e Miguel Júnior. O Afonso Apolinário, quinto filho, também foi muito conhecido. Atuou como professor, funcionário da Celg e conselheiro tutelar. Ele se casou com a Cleuselena (Cleusa) e tiveram os filhos Rogério e Andrea. Luiz Apolinário (Luizão) foi um filho de Pedro e Lázara e que se tornou muito conhecido como professor de educação física e, assim como outros irmãos, um grande incentivador da prática de esportes. Ele se casou com a Marilene, que é da família Augusto Fonseca e que é história que está contada em outro trecho deste livro. Luizão e Marilene tiveram os filhos Luma, Mila e Malu. A filha caçula é a Maria do Carmo, servidora pública aposentada. Ela se casou com o Vital, muito conhecido por atuar na Celg e como prestador de serviços em equipamentos elétricos. Maria e Vital tiveram os filhos Pedro e Vital Filho. Quanto ao Augusto José Coelho, o descendente de alemão com judeu, e que chegou a vir para Iporá quando viúvo, também legou muitos descendentes para essa cidade. Sua esposa Mariana Justina de Passos faleceu na fazenda, bacia do Rio Claro. Eles tiveram seis filhos, todos foram produtores rurais ou casadas com homens de lida com a terra. Sobre Pedro, o terceiro deles, relatamos antes sobre seus descendentes. José, o mais velho, se casou com Ana Coelho da Silva e tiveram os filhos Maria, Ana e Ivani. A Maria Bárbara foi a segunda a nascer. Ela casou com Manuel Elias Lemes. Eles tiveram os seguintes filhos: Rita Lemes Magalhães (que se casou com o Geraldo Magalhães e teve a filha Mara), Bento Modesto (que se casou com a Adelaíde e tiveram os filhos Divina, Antônio, João, Maria Suzana, Divino, Leda, Sebastiana e Luzia), Luzia Helena (que se casou com Jerônimo Siqueira e de cuja união nasceram Elias Neto, André Iones e Sílvio e Luciana), Onofre Ricardo (que se casou com a Vilma Bueno e tiveram a Cleisa Maria, Leiva e Helder), Maria Abadia (que se casou com Odilon Alves dos Santos e tiveram os filhos Maria Nilda, a Fia, a Iraíldes, William, Edson, Iturival e Elivaldo), Maria Suzana (que teve os filhos Wasghinton e Weillington), Tereza dos Anjos (que se casou com Carlos Alberto e tiveram dois filhos: Inês e Guilherme) e o Gerônimo Afonso, Gegê, que morreu solteiro. Da união de Augusto José Coelho e Mariana Justina nasceu também a Ana José Coelho (Nega), que se casou com Pedro Francisco e tiveram um único filho: Antônio. Outro filho a nascer, em seguida, foi o Teodolino José Coelho (Tó), que se casou com a Ernestina e tiveram onze filhos: Iracino (técnico em eletrônica e que se casou com a Vanilza e tiveram os filhos: Flávio Eurélio, Bruno César e Ana Paula), Jacinto (que se casou com a Maria Nelza e tiveram os filhos Vânia, Sônia e Tânia), Iracema (que se casou com Odelito e tiveram os filhos Sandra Maria, Reginaldo e Reinaldo), Beci José (que se casou com a Valdivina e tiveram a Danniane), a Iraci José (que se casou com o Valdivino Calisto e tiveram os filhos Erlan e Vanderlan, ambos de sobrenome Calisto da Silva) e o Tó e a Ernestina ainda tiveram a Geni, Silvane, José, Vanda Lúcia, Hermes José e Maria José. Nessa grande árvore genealógica, a Abadia Justina da Silva, filha do pioneiro Augusto José Coelho e Maria Justina de Passos, foi a penúltima a nascer. Ela se casou com Geraldo Cândido da Silva. Eles tiveram dez filhos, todos de sobrenome Cândido da Silva. Eles são o Antônio (que se casou com a Alderina e tiveram o Lourenço, Lázaro, Lucas, Marta e Odete), Pedro (que morou em Iporá e se casou com a Ataíde e tiveram o Valdir, Aurita e Luciene), João (que se casou com a Maria da Paz), Ana (solteira), Maria (que se casou com o Jair Telesse e tiveram o Sulidon, Rose, Velto, Luciana e Jailto), José (que se casou com a Graça e tiveram dois filhos), Augusta (que se casou com o João e tiveram a Adriana e a Elisângela), Francisco (que se casou com a Lourdes e dessa união veio o Alex e a Fernanda), Noé (que se casou com a Conceição e tiveram dois filhos, um deles é o Rogério) e o Brás (que se casou com a Miguelita e tiveram a Fabiana e a Adriana). O último filho (caçula) a nascer do grande pioneiro Augusto José Coelho e Mariana Justina foi o Bento José Coelho. Ele se casou com a Luzia Pereira da Silva e tiveram sete filhos. Eles são a Coraci (que se casou com o Osmair e tiveram os filhos Cezimar, Alan e Hugo), Abadio (que se casou com Wafrinha Honorato e tiveram os filhos Jean, Weder e Roberta), João (que se casou com a Valdivina e desse matrimônio nasceram a Nígma e a Nágma), Severiano ( que se casou com a Sandra e tiveram a Samara, Raquel, Tauvan e Augusto), Madalena (que se casou com o Adão Vila e tiveram a Daiane, Maquiel, Mariane e Ediel), Urias (que se casou com a Soleir e de cuja união nasceram Saíro, Iuri e Uriel) e o Domineu (que se casou com a Maria Rodrigues e tiveram a Poliana e o Augusto). Esta é a história dos Apolinários e Coelhos, que muito contribuíram para a formação da sociedade iporaense. (Fotos pág. 74)

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