
O projeto que levará as cachoeiras do Oeste Goiano para as telas do cinema brasileiro acaba de ganhar um nome para comandar sua direção. O cineasta Ademir Luiz da Silva foi escolhido para dirigir o longa-metragem de ficção, produzido com recursos da Lei Goyazes, após aprovação pelo Conselho Estadual de Cultura, e financiado por empresas por meio do mecanismo de incentivo fiscal do ICMS.
O filme terá como cenário algumas das principais cachoeiras dos municípios de Caiapônia, Piranhas, Bom Jardim de Goiás e Baliza. A história acompanha um rapelista em um romance ambientado nas paisagens naturais da região, unindo aventura, emoção e a valorização do patrimônio ambiental.
A escolha de Ademir Luiz representa mais uma etapa importante na consolidação do projeto. Reconhecido por sua atuação no audiovisual goiano, dirigiu o longa “Iporá – Pegadas do Tempo”, além de outros curtas-metragens. É professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), doutor em História, pós-doutor em Poéticas Visuais e Processos de Criação, membro da Academia Goiana de Letras e presidente da União Brasileira de Escritores de Goiás.
O roteiro é de Valdeci Marques, e a produção tem como proponente a Evidencie Produções Culturais, de Victor Oliveira Marques. A iniciativa também recebeu o apoio institucional dos municípios envolvidos, com a formalização das manifestações dos prefeitos de Caiapônia, Piranhas, Bom Jardim de Goiás, Baliza e Doverlândia.
Com a definição da direção, o projeto entra em uma nova fase de produção. Depois da aprovação, do início da captação de recursos e agora da escolha do diretor, o longa começa a ganhar forma. Em breve, as cachoeiras que encantam moradores e visitantes deixarão de ser apenas um patrimônio natural para se transformarem no cenário de uma história que pretende apresentar ao Brasil uma das regiões mais belas de Goiás.
Mais sobre o diretor
Ademir Luiz da Silva é membro da Academia Goiana de Letras e presidente da União Brasileira de Escritores de Goiás e professor na Universidade Estadual de Goiás (UEG). Doutor em História e pós-doutor em Poéticas Visuais e Processos de Criação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Crítico de cinema na imprensa e em periódicos acadêmicos. Dirigiu os curtas-metragens “Boi de Carro” (2016), From Hell, Poeta Maldito e Diamantino e o longa-metragem “Ípora – pegadas do tempo” (2025). É criador e coordenador do LUPPA (Laboratório de Pesquisa e Produção Audiovisual) e editor da revista acadêmica Nós – Cultura, Estética & Linguagens. Recebeu diversas premiações, incluindo o Prêmio Cora Coralina (2002) e o Prêmio Hugo de Carvalho Ramos (2014), além de honrarias do Governo de Goiás e da Assembleia Legislativa. Em 2025 recebeu o troféu Jaburu.
